Dicas Para Maiores de 60 Anos (e para quem vai chegar lá)

Apresentamos a seguir uma seleção de dicas e sugestões para aqueles que passaram das suas bem-vividas 60 primaveras. Aplicam-se, também, àqueles quem ainda não chegaram lá e pensam no futuro, em querer vivê-lo o mais plenamente possível. Algumas você já sabe, outras podem lhe surpreender. Enfim, leia, reflita, coloque em prática o que lhe convém!

1. É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar.
Use-o para você, não para guardá-lo. Não o desfrute com aqueles que não têm a menor noção do sacrifício que você fez para consegui-lo. Geralmente alguns parentes, mesmo que distantes, têm ótimas ideias sobre como aplicar o seu suado dinheiro. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que ‘um parente com ideias’. Atenção: não é época de fazer investimentos grandiosos. Eles acabam trazendo problemas e agora é hora de focar na sua paz e tranquilidade.

2. Pare de se preocupar com a situação financeira dos seus filhos e netos.
Não se sinta culpado por gastar o dinheiro consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude, como uma boa educação. Agora a responsabilidade é deles.

3. Não é mais época de sustentar pessoas de sua família.
Estamos nos referindo aos “folgados”, evidentemente. Seja um pouco egoísta, mas não avarento. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (como caminhar ou nadar, regularmente) e se alimente bem e corretamente.

4. Compre sempre o melhor e mais bonito.
Lembre-se de que, neste momento, um objetivo fundamental é o de gastar dinheiro com você mesmo, com seus gostos e caprichos, bem como os do seu parceiro ou parceira. Após a morte, o dinheiro só gera ódio e ressentimento. Na verdade, traz à tona rivalidades e ressentimentos de muito tempo atrás, que não foram superados.

5. Nada de se angustiar com pouca coisa.
Na vida tudo passa, sejam os bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos. Há momentos, sim, em que sentimos muita angústia, mas não a alimente. Fará mal para a sua saúde geral, física e mental.

6. Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor.
Ame o seu parceiro, sua parceira. Ame a vida. Ame seu pet. Ame o seu próximo… E lembre-se: “Um homem nunca é velho enquanto lhe resta a inteligência e o afeto”.

7. Cuide da sua aparência.
Frequente o cabeleireiro ou o barbeiro, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista e use bons perfumes e cremes com moderação. Porque se agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado.

8. Acompanhe as tendências da moda, adaptando-as ao seu físico e a sua idade.
Há pouca coisa mais patética do que uma pessoa de meia-idade com penteados e roupas feitas para gente jovem e sarada.

9. Sempre se mantenha atualizado.
Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite a internet com alguma frequência, envie e responda os seus e-mails e use as redes sociais, mas sem estresse e sem se viciar nelas. Visite os amigos e receba-os, também.

10. Respeite a opinião dos jovens.
Muitos deles estão melhor preparados para a vida do que você imagina. Tal como nós, quando tínhamos a idade deles.

11. Nunca use o termo “no meu tempo”.
Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade moderada e feliz por ter vivido. O passado é longo e distante. Já, o futuro, está mais perto do que você pensa.

12. Não caia na tentação de morar com seus filhos ou netos.
Apesar de, ocasionalmente visitá-los por alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua. Se você perdeu o seu parceiro, sua parceira, consiga uma pessoa para ajudar com as tarefas domésticas e que possa dormir na sua casa. Tome esta decisão, porém, somente quando não mais puder cuidar de si por conta própria. Seja humilde para reconhecer isso.

13. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade.
E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um e, sim, se você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com “velhos amargos”.

14. Mantenha um hobby.
Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar de um gato, de um cachorro, cuidar de plantas, jogar cartas, damas, xadrez, dominó, golfe, navegar na internet, pintar, fazer trabalho voluntário em uma ONG ou colecionar alguma coisa. Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem.

15. Aceite convites.
Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências. Visite museus, vá para o campo. O importante é sair de casa por um tempo e sentir vontade de retornar para o seu cantinho. Não se chateie quando não lhe convidarem. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais e tios para tudo.

16. Fale pouco e ouça mais.
Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique ou se queixe de tudo. Aceite situações e pessoas assim como elas são. Tudo está aqui de passagem e por tempo limitado.

17. Dores e desconfortos sempre surgirão.
Não os torne mais problemáticos do que são. Tente minimizá-los e, não transformá-los no principal assunto da sua conversa. Afinal, eles só afetam a você. São, portanto, problemas seus e do seu médico. Lamentações não agregam, nem servem. Para nada.

18. Se você sofreu alguma ofensa por alguém, perdoe.
Se você ofendeu alguém, peça perdão. Não arraste ressentimentos pela vida. Eles só servem para encher seu coração de amargor e tristeza. Guardá-los é como tomar veneno esperando que faça efeito em outra pessoa. Não se deixe envenenar.

19. Se você tem uma crença ou pratica uma religião, conserve-a.
Se você tem suas crenças, não as imponha a outros. Viva a sua fé intensamente, mas com discrição.

20. Ria-se muito, ria-se de tudo.
Você tem muita sorte. Já se pode dizer que tem uma vida longa e a morte só será uma nova etapa. A morte é uma etapa desconhecida, assim como foi incerta toda a sua vida.

21. Não faça caso do que dizem a seu respeito e, menos ainda, do que pensam de você.
Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim. Sua história foi e ainda está sendo escrita. Agora, é o momento de descansar, ficar em paz e ser tão feliz quanto for possível.

 

Por último, mas não por fim, lembre: “A vida é muito curta para beber vinho ruim!”

Em asilo de Porto Alegre, casal celebra segundo Dia dos Namorados

Paulo, 73 anos, e Shirlei, 79, se conheceram no Asilo Padre Cacique.
Divorciados, os dois encontraram um no outro apoio e companheirismo.

Paulo, 73 anos, e Shirlei, 79, são o único casal no Padre Cacique, em Porto Alegre (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Os aposentados Paulo Antônio Meirelles, 73 anos, e Shirlei Gomes Pereira, 79 anos, formam um casal que prova que idade não tem importância quando o assunto é amor. Os dois celebram neste domingo (12) o segundo Dia dos Namorados juntos.
A data é apenas mais uma desculpa para que os dois passem ainda mais tempo um ao lado do outro. Divorciados, eles vivem no Asilo Padre Cacique, em Porto Alegre, onde se conheceram e moram com outros 148 idosos. São os únicos namorados do lugar – há também outro casal, que se mudou junto, e cujo matrimônio já dura mais de 40 anos.

“O amor não tem limite de idade. Não importa se a pessoa é velha,
é nova. Velho ou moço, amor é amor. É uma coisa muito séria uma pessoa amar outra pessoa, sabe?”
Paulo Antônio Meirelles, 73 anos

Divorciados, Seu Paulo e Dona Shirlei, como são chamados, descobriram novamente a felicidade de ter um companheiro ao lado. Os dois, no entanto, não pensam em casar novamente, como ocorreu em 2011 na casa de repouso, com um casal de namorados que trocou alianças.
Eles querem mesmo aproveitar o que sentem e o que os mantêm unidos desde 2014, sem que haja necessidade de denominar e afirmar isso em uma cerimônia formal. Juntos, eles encontraram apoio e companheirismo para o dia a dia.

“Não quero casar. Quando a gente é nova, a gente quer casar logo. Mas eu não quero mais. Pra que casar de novo? Já casei, já tive filho. Namorar está bom. O sentimento basta”, afirma ela ao G1.

“O amor não tem limite de idade. Não importa se a pessoa é velha, é nova. Velho ou moço, amor é amor. É uma coisa muito séria uma pessoa amar outra pessoa, sabe?”, completa ele.

O carinho entre os dois despertou há dois anos e meio, quando Shirlei se mudou para o asilo. Seu Paulo já estava lá, onde tratava, sem muita vontade, as sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC), que lhe comprometeu o equilíbrio e provocou dificuldades para se locomover.

“Eu cheguei aqui de cadeira de rodas, hoje já estou caminhando. Ela me dá muita força. Eu sinto que estou melhorando a cada dia com a ajuda dela. A coisa mais importante na vida para alguém é ter apoio, é ser incentivado. E ela faz isso comigo”, diz ele.

Separada após um casamento que durou 13 anos, e ainda superando a morte do filho, vítima de hepatite aos 54 anos de idade, Shirlei encontrou conforto no novo amigo. Não demorou, porém, para que ele percebesse que não era apenas amizade. O desejo foi formalizado com um tradicional pedido de namoro.

“Nós éramos amigos, mas só amigos”, ressalta ela. “Em seguida ele disse que não queria só amizade e me pediu em namoro. Eu fiquei na dúvida, mas aceitei”, conta, tímida. “Eu nunca pensei que fosse arrumar um namorado de novo. Não com a minha idade. Mas aí aconteceu. Eu estou feliz, graças a Deus”, continua.

“Nunca pensei que fosse arrumar namorado de novo. Não com a minha idade.”
Shirlei Gomes Pereira, 79 anos

Desde então, os dois repartem o cotidiano. Apesar do namoro, o casal dorme separadamente, conforme as normas do asilo. Ele fica na ala masculina e ela na ala feminina. Mas exceto durante as noites, os dois não se desgrudam.
Diariamente, Dona Shirlei espera pelo companheiro para tomar o café da manhã. “Aqui a gente fica junto o dia inteiro. Não é uma vez por semana, ou duas, como são com os namorados hoje em dia. É direto. Café da manhã, almoço, janta. Estamos sempre juntos”, descreve.
Com o incentivo da namorada, Seu Paulo conseguiu deixar a cadeira de rodas. Ainda usa o andador, assim como ela também recorre ao equipamento às vezes, mas se sente cada vez menos dependente para circular.

Com isso, surgiram os passeios pela cidade. “Ele era meio preguiçoso, sabe? Para fazer a fisioterapia. Aí eu comecei a caminhar com ele, porque ele queria só usar a bengala. Aí eu comecei a andar junto e ele caminha bem direitinho agora. A gente sai, anda de ônibus por aí, por tudo”, confirma ela.

Os outros facilmente notam o cuidado e atenção entre o casal. “Ela cuida dele, se preocupa com ele o tempo todo. Se ele está de casaco, se não está passando frio. Ajuda ele a se se locomover”, detalha a recreacionista do Asilo Padre Cacique, Cadine Piazer.

Dona Shirlei ainda admite ser ciumenta. “As mulheres aqui são fogo”, explica. “Tem que ficar de olho”. O namorado ri, mas também não nega o ciúmes. “Tem ciúmes, sim, mas o amor é mais forte”, garante. “A gente tem confiança um no outro. Eu tenho muita confiança nela, que é o que importa nos relacionamentos”, conclui ele.


Seu Paulo e Dona Shirlei estão juntos há dois anos e meio (Foto: Rafaella Fraga/G1)

Aos 89 anos, homem se prepara para se formar em pedagogia no RS

Celestino Costella completa 90 anos em agosto, mês da colação de grau.
Nascido no interior da serra gaúcha, idoso ficou sem estudar por 74 anos.

 


Aos 89 anos, Celestino Costella irá se formar em agosto (Foto: Optimus Produções/Divulgação)

Falta pouco mais de dois meses para o gaúcho Celestino Costella, de 89 anos, completar um feito para poucos: concluir uma faculdade. Depois de mais de sete décadas longe da sala de aula, o aposentado, enfim, realizou o antigo sonho de estar na universidade. A cerimônia de colação de grau no curso de pedagogia já tem data marcada: 27 de agosto.
“Sempre quis estudar. Vim de uma família muito grande e t

Casal faz ensaio fotográfico maravilhoso para celebrar 69 anos de casados

O trabalho incrível é da fotógrafa Camila Lima, que ao postar essa dose de amor, escreveu sabiamente: “São quase 70 anos de muito amor, dedicação, e companheirismo. O tempinho que passei com eles fotografando, deu para ver a preocupação um com outro, o carinho, a sinceridade. Estou encantada… ♥”
Antes de nos presentearmos com essas fotos românticas, apaixonadas, fofas e que nos dão esperança dos grandes amores, a poesia que foi usada junto ao álbum:
“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.
Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;
quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.” (1 Coríntios 13:4-1)

Origem do Dia Internacional da Enfermagem

O Dia Internacional da Enfermagem é celebrado mundialmente desde 1965. Porém, oficialmente esta data só foi estabelecida em 1974, a partir da decisão do Conselho Internacional de Enfermeiros.

O dia 12 de maio foi escolhido como homenagem ao nascimento de Florence Nightingale, considerada a “mãe” da enfermagem moderna.

 

 

 

Florence Nightingale, de nacionalidade inglesa, nasceu em Florença, na Itália. Aos 17 anos, Florence Nightingale, que era cristã anglicana, decidiu ser enfermeira, acreditando ter um chamado de Deus para fazer enfermagem.

Foi na guerra da Crimeia, em que o Reino Unido participou entre 1853 e 1856, que o seu trabalho se tornou mais conhecido e ela foi chamada de “Dama da Lâmpada”, instrumento que usava durante a noite para ajudar melhor os feridos.

Florence Nightingale fundou a primeira Escola de Enfermagem secular do mundo na Inglaterra, em 1860.

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Dia da Enfermagem no Brasil

O Dia Internacional da Enfermagem passou a ser uma data comemorativa no Brasil em 1938, quando a data foi instituída pelo então presidente Getúlio Vargas.

No entanto, no Brasil é comum a celebração da Semana da Enfermagem, que começa em 12 de maio (com o Dia Internacional da Enfermagem) e termina em 20 de maio (com a comemoração do Dia do Auxiliar e Técnico de Enfermagem).

10 dicas para lidar com a perambulação

Através da perambulação, o doente de Alzheimer pode se colocar em diversas situações de risco, como quedas, cortes, atropelamentos e até afogamentos. Alguns ambientes da casa podem ser extremamente perigosos para o doente, como escadas, banheiras e piscinas.  Também é perigoso que o doente saia da propriedade, perambulando por ruas e chegando a regiões desconhecidas.

Alguns dos sinais característicos da perambulação são a inquietação e a desorientação, que podem ser apresentados quando o doente está com fome, sede, prisão de ventre ou fortes dores. Os doentes de Alzheimer também podem se tornar inquietos quando estão ansiosos, estressados, entediados ou quando estão expostos a um ambiente desconfortável.

Para evitar que o doente se sinta inquieto ou desorientado, separamos algumas dicas para você lidar melhor com a situação.

  1. Se o doente está começando a demonstrar sinais de perambulação, coloque-o para realizar alguma atividade produtiva ou exercício físico. Dessa forma, toda a energia acumulada será transferida para uma atividade supervisionada.
  2. Caso o idoso pareça desorientado, tente tranquiliza-lo e perguntar de que forma você pode ajuda-lo.
  3. Se o doente costuma ter crises de perambulação com certa frequência, procure identificar o momento do dia em que isso é mais comum. Dessa forma você pode evitar as crises distraindo-o com outras atividades.
  4. Evite barulhos e confusões na presença de uma pessoa que possui Alzheimer, elas podem se sentir desorientadas e com medo.
  5. Instale alguns dispositivos de segurança em sua casa, de forma que você consiga manter janelas e portas sempre fechadas.
  6. Não deixe a mostra objetos e itens que a pessoa costumava levar ao sair de casa, como bolsas e carteiras.
  7. Preze por móveis confortáveis e que limitem o movimento do idoso, de forma a dificultar que ele se levante sem ajuda de alguém.
  8. Fale com vizinhos, porteiros e vigilantes da rua sobre a tendência de perambular do doente, para que todos fiquem atentos caso o vejam circulando sozinho pelas ruas. É importante alertá-los para terem calma nessa situação, informando a algum parente caso o doente não queira voltar para a casa.
  9. Caso a pessoa demore em voltar para casa, você deve ter em mente que ela pode ter esquecido o caminho e se perdido. Para isso, a busca da polícia pode ser a melhor opção. Tenha sempre uma foto de rosto atualizada, além de roupas que possam ajudar cães farejadores a encontrar o doente.
  10. Procure um médico caso a perambulação se torne um problema grave. A desorientação e a inquietação também podem ser resultado de efeitos colaterais de alguns medicamentos.

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