Saúde bucal dos idosos

Especialistas alertam sobre a importância do acompanhamento especializado, além dos cuidados com a saúde bucal dos idosos. 

No processo de envelhecimento acontecem várias transformações no nosso corpo e um dos mais notórios é com nossos dentes. O cuidado com a saúde bucal não deve ser apenas enquanto jovens, ela também deve continuar na terceira idade.  A cirurgiã-dentista Renata Rabelo Amorim, especialista em Periodontia e Implantodontia, além de sócia da Vitácea Odontologia, em Belo Horizonte, explica que os idosos necessitam de um acompanhamento mais frequente devido a alguns problemas que podem acometê-los pela idade. Além de ser importante que o paciente esteja saudável e com a função mastigatória efetiva.

Para isso, é necessário que as consultas sejam realizadas a cada seis meses, com o objetivo de verificar se há alguma doença, além de realizar a limpeza, remoção de placa bacteriana e tártaro. “Esses cuidados irão garantir a qualidade de vida do idoso, uma vez que tendo saúde bucal, várias doenças são prevenidas, como diabetes e doenças cardíacas”, disse a cirurgiã-dentista.

Ela citou alguns problemas bucais mais comuns nos idosos, veja:

  • Doença periodontal: afeta gengiva e ossos que suportam o dente, cárie e lesões bucais pela má adaptação das próteses;
  • Xerostomia (boca seca);
  • Dentes sensíveis.

Prevenção

Para prevenir tais doenças, além de um acompanhamento semestral, a especialista recomenda uma boa alimentação e cuidados de higiene oral caseira. Caso esses cuidados não sejam seguidos, podem surgir consequências sérias. “O idoso poderá adquirir doenças gengivais e cáries, comprometendo a longevidade dos dentes e podendo debilitar o paciente sistemicamente”, completou Renata.

De acordo ainda com a dentista, nessa fase há também perda de estrutura óssea, gengival e diminuição da salivação. “Tudo isso pode acarretar sensibilidade dentária, aumento do índice de cáries e doenças periodontais”, alertou.

Outro cuidado de grande importância que ela destaca é uso de próteses, já que esses pacientes muitas vezes possuem ausências dentárias necessitando, assim, de reabilitações orais e/ou próteses totais (dentaduras). “A ausência dentária ou próteses mal instaladas podem comprometer a função mastigatória podendo interferir na vida social e diminuir a absorção dos nutrientes, vitaminas e sais minerais dos alimentos”, finalizou a cirurgiã-dentista Renata Rabelo Amorim.

Fonte: Vitacea.com.br

Empreendedores com mais de 50 anos estão ganhando relevância no Brasil

Dos 30,3 milhões de idosos no Brasil, mais de 2 milhões são empreendedores

Há uma nova performance demográfica que, nas próximas décadas, mudará o mundo que conhecemos, alterando todas as áreas do conhecimento e muitas das questões inerentes à vida humana. Os dados demográficos explicam as razões do aumento de pessoas idosas na população por meio da queda da taxa de fecundidade e mudanças na expectativa de vida. O novo perfil demográfico será determinante para entender a demanda mundial de investimento em políticas públicas, alimento, saúde, empreendedorismo, construção civil, publicidade, e porque não no perfil do empreendedor do futuro.

Segundo um estudo intitulado, Tsunami Prateado, realizado pela startupPipe Social, estima-se que a Economia Prateada, ou seja, a soma de todas as atividades econômicas associadas às necessidades das pessoas com mais de 50 anos e os produtos e serviços que elas consomem diretamente ou virão a consumir no futuro, seja a terceira maior atividade econômica do mundo, movimentando US$ 7,1 trilhões anuais. Nos EUA, por exemplo representa mais de 25% do consumo. No Brasil, o consumidor maduro movimenta cerca de R$1,6 trilhões/ano, ou seja, 20% do poder de consumo do País.

ONU prevê que até 2050 haverá mais de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais no planeta Terra. Esse crescimento é exponencial se comparado ao medido em 2017, cerca de 962 milhões pessoas. Em 2050, esse número passará para 2,1 bilhões – o equivalente a 25% da população mundial.

Já no Brasil, segundo o IBGE, existem 30,3 milhões de idosos e seremos 68,1 milhões em 2050. Também em 2050, segundo as mesmas projeções seremos o 6º país mais velho do mundo. Já em 2060 um em cada 4 brasileiros terá mais de 65 anos. Certo é que, apesar de sermos um país com grande predominância da população jovem, é a faixa etária acima dos 60 anos a que mais cresce no Brasil.

Todos os dados apresentados por si só, já mostram a necessidade de um olhar mais atento das empresas, do mercado, do governo e dos cidadãos para esse público nos próximos anos. Nos governos, por exemplo, ainda presenciamos grande parte das políticas públicas sendo formuladas pensando somente na população mais jovem, na construção de creches, escolas e universidades. E para os mais velhos o que tem sido desenhado?

A verdade é que o Brasil não conhece quem são seus cidadãos maduros.  Os idosos brasileiros ficam a margem das decisões das empresas, do governo e das próprias famílias. Os idosos vêm carregando ainda a culpa com relação ao desafio que o Brasil tem pela frente para equacionar o problema de uma previdência social deficitária, o envelhecimento populacional, exercerá uma grande pressão orçamentária sobre o sistema previdenciário. Com menos pessoas para sustentá-lo, os mais velhos precisarão continuar trabalhando cada vez mais tempo.

A verdade é que, mesmo chegando em uma onda ainda silenciosa, já estamos presenciando uma verdadeira revolução da população madura no mundo. Hoje, a terceira idade não se parece em nada com a do imaginário popular, aquela que acaba por reforçar velhos estereótipos: idosos não podem empreender, já estão ultrapassados, não sabem mexer em computadores ou celular, vivem doentes, não servem mais.

Tais argumentos não poderiam estar mais fora da realidade! Eles e elas estão nas academias, nos salões de beleza, nas universidades, nos campos de futebol, empreendendo, nos aplicativos de relacionamento, ganhando cada vez mais protagonismo nas frentes de consumo.

E o empreendedorismo com isso?

Ainda é comum associar empreendedorismo aos mais jovens, às capas de revistas com meninos novos à frente de startups de sucesso. A verdade é que já passou a hora de revermos nossas crenças e convicções, empreendedorismo é para todos e todas, de qualquer idade, gênero e raça.

De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor realizada no Brasil pelo Sebrae, a proporção de donos de negócio com 65 anos ou mais é 7% do total no Brasil, o que dá cerca de 2,2 milhões de empreendedores. Isto significa que ações específicas voltadas às peculiaridades histórico-culturais desse público devem ser desenvolvidas e implementadas, para que eles possam de fato alcançar seus objetivos

O empreendedorismo representa uma das formas mais relevantes de empoderamento das pessoas na terceira idade. O ato de empreender além de reforçar as liberdades garantidoras da cidadania, ainda potencializa a ideia de manter essa parcela da população dentro da economia produtiva, com a sua independência financeira e uma aposentadoria mais ativa, através do estimulo ao desenvolvimento de atividades empreendedoras.

Bora empreender? A longevidade é uma potência e não um problema!

*Clarissa Perna é anlista da coordenação comunidade do Sebrae Rio

Fonte: revista pegn/ Globo.com

Como evitar quedas na terceira idade

Durante o processo de envelhecimento ocorrem mudanças na estrutura corporal que favorecem a redução do equilíbrio e da estabilidade, facilitando as perigosas quedas. Redução da massa muscular, alterações cognitivas, sensoriais, na visão e na postura são algumas delas.

Segundo a fisioterapeuta do plano de saúde Medsênior, que é especializado na terceira idade, Camila Ribeiro, as quedas nesta faixa etária são perigosas devido a maior fragilidade corporal, além da maior dificuldade de cicatrização óssea.

“Há o risco de fraturas, desenvolvimentos de outras morbidades advindas de internações e imobilizações. Como doenças pulmonares, infecções hospitalares, úlceras de decúbito, fraqueza muscular e redução da mobilidade e da funcionalidade. Com isso, o idoso perde a autoconfiança, gerando maior chance de quedas recidivas e uma piora da qualidade de vida”, explica.

Como evitar

Exercícios para ganho de força e resistência, principalmente de membros inferiores e tronco, treino de marcha e equilíbrio, segundo Camila, favorecem a otimização do desempenho do idoso nos deslocamentos diários, melhorando também tempo de reação e, evitando assim, as quedas.

Além disso, é preciso verificar se a casa é realmente segura ou há armadilhas que favorecem a desequilíbrio. “A maioria das quedas ocorrem dentro de casa ou em um ambiente que já é familiar para o idoso. São lugares em que ele está mais relaxado e desatento”, alerta a fisioterapeuta.

Para mais tranquilidade, é bom evitar tapetes escorregadios, excesso de móveis e obstáculos nos locais de passagem e pisos deslizantes.

“É importante que o idoso esteja sempre com calçados com solado antiderrapante, que haja barras de apoio em escadas e banheiros, tanto próximo ao vaso sanitário, quanto dentro do box do chuveiro. A iluminação deve ser boa e a tampa do vaso sanitário deve ficar elevada. Um interruptor de luz próximo à cama também facilita”, recomenda Camila.

Fonte: G1 / por Medsênior

Hidratação do idoso merece atenção especial

A água é vital para o organismo humano. Ela é responsável pelo equilíbrio térmico do corpo, além de participar do transporte de nutrientes para as células através do sangue e promover a limpeza e a desintoxicação do organismo. Vale lembrar que o consumo correto de água ajuda também a afastar problemas de constipação (intestino preso), uma das síndromes que mais atrapalham a saúde da terceira idade. Por isso, é preciso ficar atento à hidratação, principalmente durante os períodos mais secos do ano.

Tomar cuidados especiais com a hidratação da pessoa idosa é importante, porque elas são mais vulneráveis e desidratam com maior facilidade.

A desidratação está relacionada não apenas à pouca ingestão de líquidos, mas também a fatores como a utilização de medicamentos que podem induzir o usuário a urinar mais vezes, liberando um volume ainda maior de líquido todos os dias. Nos idosos, a desidratação pode gerar um maior risco de quedas, infecções no trato urinário, doenças dentais, distúrbios broncopulmonares, pedras nos rins, câncer, constipação e perda da função cognitiva.Por isso, veja algumas dicas para auxiliar na hidratação dos idosos:

• Se você convive com um idoso, incentive a ingestão de líquidos ao longo do dia, mesmo se ele não estiver com sede. Algumas situações em que podem ser oferecidas água: Antes ou depois da higiene do idoso; no momento de tomar medicamentos e em horários previamente definidos de manhã e de tarde.

• Evite copos grandes e cheios. Prefira copos pequenos e com pouca quantidade, várias vezes ao dia.

• Mantenha as bebidas que eles mais gostam próximas, de preferência em copos inquebráveis fáceis de segurar e difíceis de virar.

• Mantenha as bebidas em uma temperatura moderada, ou seja, nem quentes demais, nem geladas demais.

• Ofereça também alimentos ricos em líquidos como frutas aquosas (melancia, melão e laranja), sopas, picolés ou gelatinas.

• Se uma pessoa idosa apresentar sinais de desidratação, procure um profissional de saúde.

Fonte: blog.saude.mg.gov.br / By Ricarda Caiafa | 9 de janeiro de 2019

Na busca de melhores talentos, não se esqueça dos que têm mais idade

Com o desemprego nos EUA chegando ao menor índice em 50 anos, as empresas estão adotando estratégias criativas para encontrar talentos, que vai desde a contratação de pessoas com antecedentes criminais até alunos formados pelo ensino médio. A Apple, Google e IBM estão entre as empresas que afirmam ter mudado suas práticas de contratação, valorizando mais as habilidades do que as credenciais.

Entretanto, um segmento da população permanece relativamente inexplorado: adultos mais velhos. A previsão para os próximos cinco anos é que empregados com 65 anos de idade ou mais representarão um segmento crescente da força de trabalho à medida que a expectativa de vida continue aumentando e os “baby boomers” adiam se aposentar.

De acordo com Jeff Hyman, professor adjunto de administração e organizações da Kellogg School e diretor de talentos da empresa de recrutamento Strong Suit Executive Search, esse grupo pode oferecer mais valor do que a maioria das empresas presume. Eles tendem a ser experientes, leais, automotivados e, em alguns casos, mais eficientes do que os trabalhadores com metade da sua idade.

“Há muito mais talentos disponíveis entre os trabalhadores mais velhos do que em algumas das faixas etárias mais jovens”, diz Hyman. “Assim, definitivamente vale a pena incorporá-los em todas as estratégias de contratação”. Hyman oferece sugestões às empresas que pensam em conquistar esse grupo de talentos.

Ignore mitos e equívocos

O conceito tradicional de vida composto de três estágios – formação, depois trabalho e, em seguida, a aposentadoria – está sendo substituído por uma vida de múltiplos estágios, na qual a formação, o trabalho e o tempo gasto fora da força do trabalho se misturam. Isso significa que os gerentes de contratação devem ser mais “agnósticos quanto à idade” em sua abordagem.

No entanto, algumas empresas hesitam em contratar trabalhadores mais velhos. Hyman diz que o motivo é que há muitos equívocos sobre a eficácia e a motivação dos trabalhadores mais velhos e também sobre o custo para uma empresa recrutar, contratar e reter esse segmento.

Talvez o mito mais comum é que trabalhadores mais velhos são lentos. “Eu não encontrei nenhuma evidência para a veracidade desse mito”, diz Hyman. “Conheço pessoas nos seus sessenta anos que são tão energéticas quanto uma de trinta. As pessoas estão vivendo mais e se cuidando melhor”.

É verdade que eles não são “digitais natos”, mas as pessoas mais velhas usam tecnologia o tempo todo em quase todos os aspectos de suas vidas, de serviços bancários online até videoconferências.

“É possível que você não contrate um desenvolvedor de software de 75 anos, mas não é esse o ponto principal. Na maioria das funções, a pessoa só precisa aprender uma versão de uma tecnologia comum e aplicá-la”. Diz Hyman. “Há vinte anos talvez não tivesse sido fácil encontrar alguém assim, mas não é mais o caso hoje. Tudo mudou”.

Outro equívoco comum é o de que os trabalhadores mais velhos custam mais, seja devido aos custos de assistência médica ou porque os salários serão mais altos em decorrência da experiência que possuem. No entanto, nenhuma dessas suposições é necessariamente correta.

Embora seja verdade que os trabalhadores mais velhos usem mais seus planos de saúde, eles não usarão outros benefícios como os referentes à maternidade ou licença parental.

Além disso, muitos deles já ultrapassaram seus anos de pico salarial, o que pode significar que têm mais flexibilidade quando se trata de estrutura de remuneração.

“O fato de uma pessoa ter trinta anos de experiência não significa necessariamente que estará fora da sua faixa de remuneração. É possível que seus filhos já tenham se formado e que tenham se mudado para uma residência menor”, diz Hyman. “Talvez só queiram se manter ativos ou retribuir à sociedade. A agenda é diferente. Eles não estão em busca de um cargo importante ou uma carreira”.

Uma das maiores economias de custo no que se refere aos trabalhadores mais velhos é a tendência de serem mais leais. De acordo com uma pesquisa da Pew Research 2016, 76% dos trabalhadores mais velhos trabalhavam na mesma empresa há pelo menos cinco anos – mais do que qualquer outra faixa etária.

“Os custos de rotatividade são muito maiores do que os custos com planos de saúde. Está em ordem de magnitude”, diz Hayman.

“Pesque onde há peixes”

Se quiser encontrar trabalhadores mais velhos talentosos, será necessário usar estratégias de contratação diferentes, diz Hyman. Publicar uma vaga em anúncios de emprego convencionais talvez não dê muito certo. Em vez disso, as empresas precisam explorar diversos canais de recrutamento – incluindo, por exemplo, organizações como a Associação Americana dos Aposentados, cujo programa “De volta ao trabalho depois dos 50” conecta trabalhadores mais velhos com informações, apoio e treinamento para a força de trabalho.

Várias empresas, especialmente as dos setores de hotelaria, alimentação e hospitalidade, estão encontrando novas formas de se conectar com grupos que talvez não façam suas buscas online. O Burger King, por exemplo, anuncia em centros comunitários e realiza recepções abertas a todos (Open House) para trabalhadores mais velhos que talvez queiram trabalhar em horário flexível em meio período. “Você precisa pescar onde há peixes”, diz Hyman.

Além disso, pode ser necessário tomar cuidado com a linguagem que usa. Como está descrevendo a função? A descrição de uma vaga direcionada a jovens de 25 anos talvez não seja atraente para uma pessoa de cinquenta e cinco anos. Mesmo a forma como você apresenta sua organização talvez deva ser reformulada. Pense em como você promoveria sua própria marca. Se no site da sua empresa as fotos são apenas de pessoas com menos de trinta anos, uma pessoa mais velha pode pensar: esse não é o lugar para mim.

“Você não fala com todos os seus clientes da mesma forma, então por que falaria com todos os seus possíveis segmentos de trabalhadores da mesma maneira?” Diz Hyman.

Em termos de pacotes de remuneração, o principal é ser flexível e sensível às motivações do funcionário. Muitas pessoas mais velhas não estão necessariamente buscando uma carga horária de 50 horas por semana, ou mesmo uma função em tempo integral. Talvez elas gostem de estar semi-aposentadas e provavelmente tenham menos interesse em acumular capital no longo prazo do que os contratados mais jovens. Assim, no curto prazo, elas podem ser mais receptivas em relação a remunerações em dinheiro.

“O ideal é descobrir o que elas estão procurando e não fazer muitas suposições”, diz Hyman. “Você poderá se surpreender imensamente”.

Gerenciando a força de trabalho intergeracional

Um dos benefícios mais duradouros da contratação de trabalhadores mais velhos é o excepcionalmente valioso papel que podem desempenhar como mentores dos colegas mais jovens. Um estudo da Deloitte de 2016 descobriu que havia maior probabilidade de a geração do milênio permanecer em uma empresa se tivesse um mentor. E mesmo que não haja um programa de mentoria, os trabalhadores mais jovens dizem que aprendem diversas habilidades com os colegas mais velhos, incluindo como gerenciar um aumento da carga de trabalho, delegar tarefas e gerenciar o tempo.

“Para um gerente mais jovem, ter um funcionário mais velho pode representar um benefício incrível”, diz Hyman. “No entanto, tal gerente mais jovem precisa ter a atitude certa e deve estar abertos a críticas. Para a pessoa mais velha, pode ser muito gratificante emocionalmente ser ouvido e respeitado devido ao seu conhecimento e experiência”.

A mentoria pode dar certo nos dois sentidos. Os trabalhadores mais velhos geralmente aprendem como construir e gerenciar suas reputações na era das redes sociais com seus colegas mais jovens. Algumas empresas já experimentaram os programas de “mentoria reversa”.

Porém, formar uma equipe intergeracional requer cuidado por parte da liderança. Nem todos os trabalhadores mais velhos desejam ser mentores, e os trabalhadores mais jovens podem ficar ressentidos com os horários flexíveis e o respeito dedicado aos seus pares mais experientes. Por isso, é importante estabelecer protocolos que beneficiem toda a equipe.

“Contratar trabalhadores com mais idade pela sua experiência e habilidades de mentoria tem benefícios óbvios”, diz Hyman. “Mas é necessário explicar por que está fazendo isso e justificar o caso internamente, de modo a estabelecer regras claras de engajamento de acordo com o que funciona na sua organização”.

Por exemplo, nos casos em que os trabalhadores mais jovens são designados para gerenciar colegas mais velhos – uma situação tensa para ambos os lados – ter um programa de treinamento implementado e um precedente para tudo, desde avaliações de desempenho até tempo de férias, ajudará a suavizar o caminho.

Por exemplo, o Programa de retorno do Goldman Sachs disponibiliza um grupo de trabalhadores maduros e talentosos para a empresa. O programa oferece 10 semanas de treinamento e mentoria para aqueles que tenham parado de trabalhar há mais de dois anos. A Deloitte tem um conjunto de carreiras profissionais disponíveis para trabalhadores que não estão direcionados para se tornarem sócios, mas que possuem conhecimento especializado importante.

“Deve-se fazer isso lentamente. Você vai querer controlá-lo e criar um estudo de caso de sucesso para que o seu pessoal possa ver as vantagens em primeira mão”.

Fonte: Texto publicado originalmente no site Kellogg Insight, da Kellog School of Management/Revista Exame

A importância dos cuidados paliativos em pacientes com doença cardiovascular

Elder male patient suffering from terminal illness

A doença cardiovascular (DCV) é a principal causa de morte nos países ocidentais e apesar disso poucos pacientes são encaminhados para cuidados paliativos (CP). Não existe consenso sobre quando é o momento certo para encaminhar os pacientes para o CP, cujo principal objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente.

Cardiologistas, como muitos outros médicos, parecem pensar que os CP só acontecem no final da vida, mas na verdade podem ser apropriados em qualquer estágio de uma doença séria ou que mude a vida do paciente. Recente estudo publicado no JAMA mostrou que nos Estados Unidos os pacientes são, na sua maioria, encaminhados de modo tardio para o CP.

Os cuidados paliativos são um tipo de atendimento especializado interdisciplinar voltado para a melhoria ou manutenção da qualidade de vida de pacientes com doença grave e para suas famílias. Existem nos EUA unidades de saúde especializada em CP para pacientes com doença grave mais avançada e uma sobrevida esperada de menos de seis meses.

Cuidados paliativos não possuem requisitos relacionados ao prognóstico ou de gravidade da doença para inclusão de pacientes. Seu papel é auxiliar os médicos a continuar com as intervenções de prolongamento da vida, enquanto os CP desempenham um papel de apoio para os pacientes e seus clínicos. Muitas vezes, os especialistas em cuidados paliativos são consultados para tratar de questões complexas de gerenciamento de sintomas, estabelecer e documentar metas de atendimento e discutir questões psicossociais.

Leia maisCuidados paliativos: quando a legitimidade traduz um dever médico

Embora os CP possam ser de particular valor para os pacientes nos últimos dias de vida, mais valor poderia ser obtido pelos pacientes se eles pudessem acessá-los mais cedo. Uma sobrevida média de dois anos, a hospitalização, por exemplo, pode ser uma oportunidade para introduzir CP em pacientes com insuficiência cardíaca (IC).

Os autores avaliaram mudanças nas características de 1801 pacientes (77,7 ± 13,7 anos; 48,6% femininos) de 16 centros nos EUA, com DCV encaminhados a especialistas em cuidados paliativos durante um período de três anos, de 2015 a 2017. Os sintomas mais comuns foram mal estar, cansaço, anorexia e dispneia. Embora a proporção de encaminhamentos de clínicos aumentasse de 43,2% (167 de 387) em 2015 para 52,9% (410 de 775) em 2017, a proporção de encaminhamentos de cardiologistas, que já era baixo no inicio do estudo, diminuiu de 16,5% (64 de 387) em 2015 para 10,5% (81 de 775) em 2017.

Os resultados mostraram que 29% dos pacientes tinham escores de desempenhos paliativos baixos, consistentes com estar na cama e exigir cuidados totais, com uma curta expectativa de vida, e esse percentual não mudou com o tempo. Em comparação, apenas cerca de 10% dos pacientes com câncer, que é o maior grupo encaminhado para CP, se enquadra nessa categoria. Embora 69,5% de todos os pacientes com DCV (1252 de 1801) tinham o diagnóstico de IC, a proporção de diagnósticos de DCV como doença arterial coronariana e doença cardíaca valvular, aumentou de 25,6% (99 de 387) em 2015 para 30,1% (233 de 775) em 2017.

Os autores esclarecem que o objetivo dos CP é melhorar tanto a qualidade quanto a quantidade da vida de um paciente, com foco específico na melhora dos sintomas, da dor, do humor, redução da ansiedade, e o desenvolvimento de mecanismos de enfrentamento. Os autores observaram que pacientes com IC avançada podem ter uma alta carga de sintomas como dor, baixo humor e ansiedade.

Os cardiologistas de modo geral, estão mais focados em intervenções para controlar a IC do que em outros sintomas. Muitos pacientes lidam bem com isso, mas alguns precisam de mais apoio. Os especialistas em CP podem então aglutinar o cuidado do paciente focando não só nos sintomas da IC, mas também em outras condições clínicas que pioram sua qualidade de vida.

Em conclusão os autores não encontraram evidências que rejeitassem a hipótese de que o status de desempenho de pacientes com DCV encaminhados para CP permaneceu constante ao longo do tempo e os cardiologistas forneceram relativamente poucos encaminhamentos de pacientes para CP e essa proporção diminuiu ao longo do tempo. Oportunidades para especialistas em CP para construir abordagens colaborativas para fornecer cuidado precoce para pacientes com DCV devem ser avaliadas.

fonte: https://pebmed.com.br/a-importancia-do-cuidado-paliativo-em-pacientes-com-doenca-cardiovascular/

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