Dicas para a saúde dos idosos que vão cair na folia durante o Carnaval

A melhor idade deve cair na folia sempre atentando para cuidados que vão garantir saúde e tranquilidade durante o Carnaval.

Já começou a contagem regressiva para o carnaval e, como bem se sabe, ele é para todos. No entanto, cada idade necessita de cuidados especiais para que a folia seja só alegria, sem colocar em risco a saúde. Para quem já passou dos 60 anos, basta adotar algumas medidas simples, porém importantes, para curtir os dias de festa esbanjando disposição.

O médico geriatra Gustavo Genelhu destacou que, para os vovós e vovós que irão viajar, algumas medidas de segurança são fundamentais. “Cuidado com as aglomerações, pois os idosos são vítimas muito visadas devido às limitações normais da faixa etária. Evitem andar sozinhos e levem sempre consigo um documento de identificação, acompanhado do telefone de um familiar e o cartão do plano de saúde” alertou Genelhu.

Outra recomendação é com relação às medicações. “Leve todos os remédios e tome-os devidamente, nos horários prescritos pelo médico. Leve também as receitas, pois caso haja necessidade de assistência médica, isso irá ajudar a equipe hospitalar durante o atendimento’: ressaltou o especialista.

O especialista alertou ainda que, como o Carnaval é no verão, é preciso atentar para os cuidados com alimentação e hidratação. “Optar por alimentos leves, como saladas, frutas e também beber muita água são essenciais para não comprometer a saúde, não só nos dias de folia, mas sempre” afirmou. Dependendo do lugar de destino, é preciso prestar atenção à atualização do calendário vacinal. “Verifique com o seu médico se é possível ou não tomar as vacinas exigidas” recomendou o geriatra.

Confira algumas dicas:

Protetor solar: O uso é fundamental. Importante reaplicar várias vezes,
principalmente se for à praia ou sair para caminhar no sol. Vale usar complementos como bonés, chapéus e óculos escuros.

Líquido: Beber bastante água durante o dia, mesmo se não estiver com sede. Se for sair para passear, leve uma garrafinha térmica com água para manter-se hidratado.

Alimentação: Dê preferência a alimentos leves e naturais, como frutas,
verduras, legumes e prefira comidas com menos sal, gordura e açúcar.

Roupas: Vista-se com roupas leves e confortáveis. Se for à praia, use aquelas
com proteção solar, se possível.


Calçados: Também devem ser confortáveis e seguros, para não correr risco de escorregar ou tropeçar. Dê preferência àqueles calçados de saltos baixos e emborrachados.

Praia: Se for passar o carnaval na praia, não pegue sol entre 10 da manhã e 4 da tarde. Se for passar o dia na praia, escolha uma sombra confortável para curtir o passeio com segurança.

Medicações: Se fizer uso de algum remédio, não esqueça de carrega-los numa bolsinha e tomar no horário prescrito pelo seu médico. Leve consigo a receita, pois se houver necessidade de atendimento médico, isso ajudará a equipe médica a auxilia-lo melhor.

Identificação: Ao sair de casa, leve um documento de identificação,
juntamente com endereço e telefone, caso se perca ou precise de algum tipo de auxílio.

Prevenção: Se não tiver o hábito de caminhar longas distâncias e ficar muito em pé, não exagere nos dias de folia. E procure sempre um banheiro próximo para não segurar a urina por muitas horas.

Viagens: Se for viajar para algum lugar específico que necessite de alguma
vacina, verifique com seu médico a viabilidade de ser imunizado.

Dengue em idosos: entenda os riscos

dengue em idosos pode ser perigosa, uma vez que eles têm 12 vezes mais risco de morrer por dengue do que as outras pessoas.

Todas as pessoas podem contrair dengue no entanto, aquelas com idade superior a 60 anos têm 12 vezes mais risco de morrer por dengue do que as pessoas de outras faixas etárias, segundo o Ministério da Saúde. Por este motivo, a dengue em idosos é muito mais perigosa. É preciso estar atento. 

O motivo do risco elevado ainda não está completamente esclarecido. Acredita-se que os idosos sejam mais suscetíveis porque neste grupo, a prevalência de doenças crônicas como pressão alta, diabetes e doenças cardiovasculares é maior.

Saiba como reconhecer os sintomas da dengue e o que fazer para combater a doença.

Quais são os principais sintomas de dengue?

A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou grave, podendo levar à morte. Geralmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta, de início abrupto, acompanhada de dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. Náuseas e vômitos também são comuns.

A forma grave inclui dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Por isso, ao apresentar os sintomas, é essencial procurar um serviço de saúde para receber o diagnóstico e o tratamento adequado.

Idosos podem tomar vacina contra a dengue?

A vacina está aprovada para a faixa etária entre 9 e 45 anos, por isso não é recomendada para idosos.  

Como é o tratamento?

O tratamento da dengue é sintomático, ou seja, tratam-se os sintomas utilizando analgésicos e antitérmicos. Para auxiliar a recuperação também é recomendado o repouso e  a ingestão de líquidos.

A automedicação não é recomendada, pois pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Além disso, segundo o Conselho Federal de Farmácia,  medicamentos que contêm ácido acetilsalicílico (AAS), ibuprofeno e outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) devem ser evitados, pois favorecem a ocorrência de hemorragias.

Como é feito o diagnóstico da dengue em idosos?

Independente da idade, o diagnóstico da dengue é clínico e feito por um médico. É confirmado por meio de exames laboratoriais de sorologia, moleculares ou testes rápidos, sendo que este último é capaz de detectar a dengue em poucos minutos.

Os exames para detectar a dengue já podem ser feitos em muitas farmácias e você recebe o resultado em poucos minutos. 

Como prevenir a dengue?

O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar. Esse mosquito também pode transmitir o vírus Zika, a febre Chikungunya e a Febre Amarela. 

Para combatê-lo, é essencial tomar alguns cuidados:

  • Mantenha a caixa d’água bem fechada;
  • Não acumule lixo no quintal;
  • Não deixe água parada em pneus e vasos de plantas, por exemplo;
  • Mantenha o lixo sempre bem fechado;
  • Não deixe calhas entupidas.

Os ovos do mosquito podem sobreviver por aproximadamente um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver. Por isso, é importante manter a higiene e evitar água parada.

Número de casos   

Segundo o Boletim Epidemiológico nº 59 do Ministério da Saúde, em 2018, até a semana epidemiológica (SE) 49, a região Centro-Oeste apresentou o maior número de casos prováveis (93.344 casos; 37,7 %) em relação ao total do país. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste (66.401 casos; 26,8 %), Sudeste (68.460 casos; 27,7%), Norte (16.288 casos; 6,6%) e Sul (2.900 casos; 1,2%). Ainda em 2018, até a SE 49, foram confirmados 293 casos de dengue grave e 3.341 casos de dengue com sinais de alarme.

Agora que você já sabe como identificar os principais sintomas da dengue e por que ela é mais perigosa para os idosos, aproveite para compartilhar o conteúdo nas redes sociais. E, na presença de sinais e sintomas, não deixe de buscar o serviço de saúde mais próximo.

Música ameniza sintomas de demência em idosos com Alzheimer

Na musicoterapia, canções do repertório de vida de casais trouxeram mais quietude aos idosos e bem-estar aos cônjuges cuidadores

Por Ivanir Ferreira Editorias: Ciências da Saúde

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Canções do repertório autobiográfico do casal trazem lembranças de fatos e situações vividas juntos, o que ameniza sintomas relacionados à demência, como a agitação, trazendo mais qualidade de vida ao cuidador – Foto: Visual Hunt

A música tem sido uma ótima estratégia terapêutica para lidar com a difícil tarefa de cuidar de um familiar acometido pelo Alzheimer. Com a evolução da doença neurodegenerativa, as pessoas ficam totalmente dependentes, podem se tornar mais agressivas, agitadas, com déficits de memória e declínio motor e cognitivo. Uma pesquisa da Gerontologia da USP traz alento às pessoas que estão envolvidas com um idoso nessa situação, principalmente se o cuidador principal for o próprio cônjuge. Canções do repertório autobiográfico do casal, que trazem lembranças de fatos e situações vividas juntos, amenizam sintomas relacionados à demência, como a agitação, e possibilitam mais qualidade de vida ao cuidador.

Segundo o autor da pesquisa, o musicoterapeuta e mestre em Gerontologia Mauro Amoroso Pereira Anastácio Júnior, a música exerce enorme influência na vida humana. No caso do idoso, estimula sentimentos, sensações e remete a épocas, pessoas, lugares e experiências vividas, evocando emoções guardadas em sua memória, diz. Com formação musical e trabalhando mais recentemente com pesquisas na área do envelhecimento pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Anastácio uniu as duas áreas e procurou investigar o efeito da musicoterapia nas relações familiares conjugais e de amizade de cuidadores que eram cônjuges de pessoas diagnosticadas com Alzheimer.

Cantando juntos

Sessão de musicoterapia – Foto: Arquivo do pesquisador

Ao todo, foram 12 atendimentos semanais direcionados a quatro casais idosos que moravam no município de São Paulo. O pesquisador estabeleceu alguns critérios para a escolha das pessoas: que um dos indivíduos tivesse diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial ou moderado e que o cuidador tivesse assumido essa função há mais de seis meses. Por meio de entrevistas, antes e depois das intervenções, Anastácio resgatou as canções mais significativas da história de vida do casal. Uma das atividades levadas à sessão foi a gravação dos dois cantando alguma música do repertório deles e, em seguida, propôs que ouvissem a gravação juntos. Em alguns momentos, Anastácio também recorreu aos instrumentos musicais. O violão favorecia o acompanhamento harmônico das canções, diz.

Nos resultados apurados por Anastácio, embora os cuidadores se sentissem cansados pelas demandas associadas à doença, a musicoterapia trouxe momentos prazerosos ao casal. Amenizou os sintomas comportamentais dos companheiros adoecidos e possibilitou o resgate e a troca de lembranças pessoais, como relata uma das participantes da pesquisa: “A musicoterapia trouxe o prazer de se expressar, sem ser julgada. É uma sensação de tranquilidade e de dar chance de relembrar o que se viveu”.

Com relação ao fato de ter tido que assumir a tarefa de cuidar do companheiro, a experiência com a música trouxe maior percepção de seu papel social e familiar e mais qualidade e bem-estar no relacionamento conjugal, como disse uma das depoentes: “Agente sempre se deu bem e hoje há um sentimento de gratidão por toda a vida que tivemos juntos”.

Demência e Alzheimer

Mauro Amoroso Pereira Anastácio Júnior, autor da pesquisa – Foto: Arquivo do pesquisador

Segundo o pesquisador,  a demência é uma síndrome cerebral progressiva que afeta a memória, o pensamento, o comportamento e a emoção. Embora cada processo seja individual, eventualmente os indivíduos com demência tornam-se incapazes de cuidar de si mesmos e necessitam de ajuda para todas as suas atividades, explica Anastácio.

Existem mais de 100 formas de demência, sendo a mais conhecida a doença de Alzheimer. Causa a destruição das células cerebrais, interrompendo a transmissão de mensagens no cérebro, o que afeta a capacidade de se lembrar, falar, pensar e tomar decisões, diz o pesquisador. Ainda não se sabe ao certo o que causa a morte das células nervosas, porém há certos tipos de lesões que podem ser observadas em áreas danificadas do cérebro. Isso confirma o diagnóstico da doença de Alzheimer, explica.

Envelhecimento populacional brasileiro 

A pesquisa apresenta também dados sobre a tendência de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas no Brasil impulsionada pelo envelhecimento da população. Em 1950, a expectativa de vida era de 51 anos; em 2016, passou para 75,8 anos e a previsão para 2040 é de 80 anos, segundo o estudo. Para o pesquisador, “é preciso adotar abordagens terapêuticas para o manejo da doença, uma vez que os medicamentos farmacológicos disponíveis dão conta apenas dos sintomas”, conclui.

A pesquisa de mestrado Musicoterapia e doença de Alzheimer: um estudo com cônjuges cuidadores  foi defendida em maio de 2019, sob a orientação da professora Deusivania Vieira da Silva Falcão, do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

Mais informações: e-mail mauroanastacio@usp.br, com Mauro Amoroso Pereira Anastácio Júnior

Dispneia em pacientes com doenças avançadas: ações da enfermagem

A American Thoracic Society (ATS) define dispneia como uma experiência subjetiva de desconforto respiratório. Pacientes podem descrever essa experiência de inúmeras maneiras, mas geralmente relatam como uma sensação de sufocamento, necessidade de mais ar ou aperto no peito. O desconforto respiratório também pode ser observado como a incapacidade de finalizar a expiração, aumento do esforço respiratório ou respiração acelerada.

É importante enfatizar que a dispneia é um sintoma multidimensional que envolve componentes fisiológicos, psicológicos, sociais e ambientais na forma como é percebida pelo paciente, sendo de extrema importância uma abordagem interdisciplinar.

Ademais, trata-se de um sintoma complexo e de difícil interpretação, visto que, este sintoma varia de intensidade de acordo com a doença subjacente e estado emocional do paciente e pode estar ou não associado a alterações em exames laboratoriais, achados durante o exame físico ou sinais como hipoxemia e variações na frequência respiratória.

Dados demonstram que a dispneia de diferentes intensidades é um sintoma muito frequente em pacientes com doenças crônicas e avançadas, sua prevalência chega a cerca de 90% dos indivíduos que acometidos com doença pulmonar grave, 50% dos pacientes com câncer avançado chegando a 74% dos pacientes com câncer de pulmão e 80% na fase final de vida destes mesmos pacientes, afeta ainda 50% dos 23 milhões de pacientes com doenças cardíacas.

O desconforto respiratório aumenta de acordo com a progressão da doença, sendo comum na fase final de vida algum grau de dispneia, principalmente em pacientes que não receberam tratamento prévio para tratar o sintoma como, por exemplo, abordagem dos cuidados paliativos.

Como o enfermeiro deve avaliar a dispneia?

Como a dispneia é um sintoma subjetivo e há uma variação de como é experienciada, o melhor método de avaliação é o relato do paciente conduzido pelo profissional por meio de questionamentos ou instrumentos de avaliação com enfoque multidimensional e multifatorial.

Caso o paciente tenha alguma dificuldade de comunicação, pequenos sinais físicos que indiquem desconforto respiratório podem ser observados e alguns questionamentos podem ser endereçados aos familiares ou cuidadores.

O enfermeiro deve levar em consideração durante a avaliação:

  • Histórico pessoal e clínico principalmente cronologia da doença principal e tratamentos realizados.
  • Exame Físico padrão e atentar para exame minucioso pulmão e sinais relacionados a capacidade respiratória paciente.
  • Questionar início do sintoma, duração e quantas vezes ocorreu na última semana e nas últimas 24 horas?
  • O que geralmente causa a falta de ar, o que melhora e o que piora?
  • Você poderia descrever para mim como se sente durante os episódios que sente falta de ar?
  • Melhora com repouso? Piora com alguma atividade? Que tipo de atividade piora o sintoma?
  • Você poderia dar uma nota de 0 a 10 para gravidade da falta de ar (sendo 0 nenhuma e 10 o pior desconforto sentido)? Direcionar esta pergunta para várias situações, por exemplo, em repouso, em atividade, durante a consulta, durante a pior crise que sentiu entre outros. E ainda, questionar qual seria o nível aceitável para este sintoma.
  • Existe outros sintomas associados?
  • Você possui alguma crença relacionada a este sintoma que seja importante para você e seus familiares?
  • Revisar junto ao paciente as medicações indicadas para este sintoma e se há uso de medicações ou terapias não prescritas sendo realizadas.

Principais intervenções de enfermagem ao paciente com dispneia em doenças crônicas e avançadas:

  • Investigar e tratar causas orgânicas reversíveis com proporcionalidade (ex: infecções trato respiratório).
  • Avaliar condições que possam exacerbar a sensação de falta de ar, por exemplo, ansiedade ou medo.
  • Propor um plano de cuidados interdisciplinar.
  • Recomenda-se realizar a abordagem dos Cuidados Paliativos junto as equipes especialistas na doença principal, principalmente em pacientes com dispneia grave.
  • Identificação de fatores que exacerbem o sintoma e eliminá-los assim que possível.
  • A oxigenoterapia NÃO é a principal escolha, não há evidência de que a suplementação de oxigênio alivie a dispneia, principalmente nos casos em que não envolve hipóxia. Devemos optar para suplementação de oxigênio apenas em pacientes que apresentem Saturação de O2 menor que 88% de preferência uso de cateter nasal tipo óculos.
  • Desenvolver um plano de atividades que conserve energia, por exemplo, banho sentado ou momentos de repouso durante o dia.
  • Orientar pacientes, familiares e cuidadores sobre as causas dos sintomas e medidas que possam aliviar.
  • Educar a família sobre possíveis complicações: o acompanhamento por telefone é encorajado no apoio aos familiares e cuidadores durante as crises de dispneia.
  • Ambientes devem ser ventilados com janelas abertas.
  • Pequenos ventiladores posicionados em frente ao rosto, principalmente durante as crises.
  • Incentivar a presença de um familiar ou pessoa em que o paciente sinta confiança.
  • Promover ambiente com iluminação adequada e ausência de ruídos que possam causar incomodo ou stress em pacientes internados.
  • Posicionamento: em pacientes acamados elevar a cabeceira em torno de 15 até 45 graus, elevar os braços na altura do tórax com travesseiros o importante é estabilizar a caixa torácica. Caso o paciente queira deitar-se de lado, posicionar o lado ruim do pulmão para baixo. Durante as crises o paciente pode sentar-se de frente para uma mesa, inclinando-se para frente apoiando os braços em travesseiros. Evitar compressão de peito e abdome.
  • Orientar respiração programada, muitas vezes inspirar e expirar junto ao paciente pode aliviar o sintoma.
  • Recomenda-se reabilitação pulmonar principalmente para pacientes com doenças pulmonares crônicas.
  • Administrar medicações prescritas: morfina em baixas doses (primeira linha de tratamento) associado ou não a benzodiazepínicos contém as melhores evidências no alívio da dispneia.
  • Durante as últimas horas ou dias de vidas a dispneia pode estar associada a acúmulo de secreções, portanto a redução de hidratação parenteral e uso de antissecretórios como escopolamina ou atropina podem ser uma alternativa.
  • A sedação durante a fase final de vida para alívio de dispneia está indicada para casos muito específicos e refratários, não é usual quando o paciente recebe a abordagem prévia e correta para o sintoma, importante enfatizar que sedação não se faz com uso de opioides e deve seguir protocolos específicos quando necessário.

Os episódios de dispneia devem ser levados em consideração durante a história clínica do paciente e devem receber uma abordagem para seu alívio que seja multidisciplinar, a falta de ar é um sintoma angustiante que diminui consideravelmente a qualidade de vida tanto da pessoa que a experiencia, quanto de seus familiares e cuidadores.

Autor:
Paula Damaris Chagas Barrioso – Mestre pelo Programa de Mestrado Profissional em Atenção Primária à Saúde com tema “Cuidados Paliativos na Atenção Primária à Saúde” da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP) 

A TERCEIRA IDADE E O MERCADO DE TRABALHO

Como você se imagina quando chegar a terceira idade, querida pessoa? Aliás, como você acredita ser a vida de quem está nesta fase da vida? Muita coisa mudou e se antes o destino dos idosos era ficar em casa e quietos, atualmente vemos idosos mais ativos e até presentes no mercado de trabalho. E é sobre isso que vamos falar no artigo de hoje.

A terceira idade nos tempos atuais

Se outrora envelhecer era sinônimo de quietude e repouso, isso não é compatível com a atualidade. Já não se pode mais dizer que a terceira idade é sinônimo de cansaço, monotonia, doenças e resguardo. O aumento da expectativa de vida no Brasil vem chamando a atenção de diversas áreas como a medicina, o esporte, o turismo e, principalmente, o mercado de trabalho. Prova disso é o crescente o número de idosos que permanecem em suas profissões ou que optam por retornar  às empresas que já trabalharam.

Muitas organizações já constataram essa tendência no meio corporativo e viram nela uma oportunidade vantajosa para o negócio. Já existem no país empresas que ofertam vagas sem limite de idade, além das que optam pela criação de programas para a terceira idade. É o caso da Pizza Hut, com o Programa Atividade (que oferta vagas para atendente), do Bob’s com o Projeto Melhor Idade e o Pão de Açúcar com o Programa da Terceira Idade, que já contratou mais de cem idosos.

Mas, fica a pergunta: o que motiva os idosos a voltar ao trabalho?

Porque os idosos estão voltando para o mercado de trabalho?

Muitas são as razões para que um idoso decida a voltar a trabalhar. Uma delas é a disposição e vontade de permanecer ativo, fazer algo produtivo. A expectativa de vida no Brasil é de 76 anos, segundo apontou o IBGE em suas últimas pesquisas. Isso também repercute no anseio de se manter ativo profissionalmente ou voltar ao mercado de trabalho em muitos casos. Há ainda os anseios pessoais que motivam os idosos a continuar em suas carreiras profissionais. Os sonhos não realizados na juventude ou até mesmo os novos sonhos que surgiram ao longo da vida.

Além de toda a energia e disposição para manter no mercado de trabalho, existe também outros fatores que contribuem para que os idosos tomem esta decisão. Fatores que podem ir além da vontade do profissional idoso de continuar na carreira. E que fatores são estes? Conheça alguns deles:

  • O baixo valor da aposentadoria que faz com que os profissionais idosos busquem formas de complementar a renda familiar
  • Complementar a renda para ajudar no sustento de netos e demais familiares.
  • Gosto pelo trabalho exercido ao longo da vida.
  • O fato de que no trabalho o idoso mantém vínculo com os amigos.
  • O trabalho gera satisfação.

O que as empresas devem fazer ao contratar um colaborador da terceira idade

Contratar alguém da terceira idade requer alguns cuidados distintos da admissão de uma pessoas mais jovem. A empresa deve fornecer treinamento para que o idoso desenvolva suas habilidades e não apenas realize as tarefas de forma robotizada. É importante também que haja um cuidado no que  diz respeito a carga horária e atividade que o colaborador exercerá, levando em conta a idade do mesmo e sua condição de saúde.

Vantagens ao contratar alguém da terceira idade

As empresas viram na contratação de idosos, uma oportunidade de crescimento para o negócio, visto que existe por parte deles, comprometimento e disponibilidade com o trabalho, além da mão de obra ser qualificada, já que muitos trabalharam em determinada área durante a vida toda, disponibilizando assim, amplo conhecimento. Muitas empresas perceberam também, que a terceira idade é carismática e solícita com os clientes, gerando fidelização.

As organizações que disponibilizam vagas para idosos, passa a ser um ambiente de ensino/aprendizado, já que elas são capazes de aprimorar os talentos da terceira idade e também desenvolver novos, além de proporcionarem troca de experiências entre o colaborador idoso (que pode vir a se tornar um mentor) e aquele que acaba de ingressar no mercado de trabalho. Outro fator crucial é o fato de que, quando uma empresa não limita a idade do colaborador, ela quebra paradigmas e acaba se diferenciando da concorrência.

Se você se interessou sobre esse perfil de colaborador e deseja saber se a sua empresa é apta a ofertar vagas para os profissionais idosos, o Coaching é uma metodologia capaz de auxiliá-lo a entender melhor sobre o seu negócio, assim como impulsioná-lo para o sucesso e conduzir a gestão de pessoas com maior eficiência. A metodologia pode ser um diferencial para identificar talentos importantes para a sua organização.

E você, o que pensa sobre este assunto? Qual é a sua visão sobre empresas que ofertam vagas para a terceira idade? Utilize o espaço aberto para deixar a sua opinião. Gostou do artigo? Curta e compartilhe em suas redes sociais.

Saúde bucal dos idosos

Especialistas alertam sobre a importância do acompanhamento especializado, além dos cuidados com a saúde bucal dos idosos. 

No processo de envelhecimento acontecem várias transformações no nosso corpo e um dos mais notórios é com nossos dentes. O cuidado com a saúde bucal não deve ser apenas enquanto jovens, ela também deve continuar na terceira idade.  A cirurgiã-dentista Renata Rabelo Amorim, especialista em Periodontia e Implantodontia, além de sócia da Vitácea Odontologia, em Belo Horizonte, explica que os idosos necessitam de um acompanhamento mais frequente devido a alguns problemas que podem acometê-los pela idade. Além de ser importante que o paciente esteja saudável e com a função mastigatória efetiva.

Para isso, é necessário que as consultas sejam realizadas a cada seis meses, com o objetivo de verificar se há alguma doença, além de realizar a limpeza, remoção de placa bacteriana e tártaro. “Esses cuidados irão garantir a qualidade de vida do idoso, uma vez que tendo saúde bucal, várias doenças são prevenidas, como diabetes e doenças cardíacas”, disse a cirurgiã-dentista.

Ela citou alguns problemas bucais mais comuns nos idosos, veja:

  • Doença periodontal: afeta gengiva e ossos que suportam o dente, cárie e lesões bucais pela má adaptação das próteses;
  • Xerostomia (boca seca);
  • Dentes sensíveis.

Prevenção

Para prevenir tais doenças, além de um acompanhamento semestral, a especialista recomenda uma boa alimentação e cuidados de higiene oral caseira. Caso esses cuidados não sejam seguidos, podem surgir consequências sérias. “O idoso poderá adquirir doenças gengivais e cáries, comprometendo a longevidade dos dentes e podendo debilitar o paciente sistemicamente”, completou Renata.

De acordo ainda com a dentista, nessa fase há também perda de estrutura óssea, gengival e diminuição da salivação. “Tudo isso pode acarretar sensibilidade dentária, aumento do índice de cáries e doenças periodontais”, alertou.

Outro cuidado de grande importância que ela destaca é uso de próteses, já que esses pacientes muitas vezes possuem ausências dentárias necessitando, assim, de reabilitações orais e/ou próteses totais (dentaduras). “A ausência dentária ou próteses mal instaladas podem comprometer a função mastigatória podendo interferir na vida social e diminuir a absorção dos nutrientes, vitaminas e sais minerais dos alimentos”, finalizou a cirurgiã-dentista Renata Rabelo Amorim.

Fonte: Vitacea.com.br

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