Os medos na velhice

O livro da autora Magdalena Léa (Editora Record, 1981) traz no seu título uma bela provocação: Quem tem medo de envelhecer? E é nessa direção que eu vou levantar essa questão na Coluna de hoje: vou apresentar a vocês, caros leitores e leitoras, alguns tipos de medos que ouço no dia a dia, no meu contato direto com algumas pessoas idosas. Antes, porém, afirmo que, de acordo, com pesquisas robustas nesse campo, o principal fantasma ou o principal medo, pavor mesmo, digamos assim, e que a maioria da população brasileira tem para o seu futuro no envelhecimento, é “dar trabalho aos outros”, ou seja, envelhecer, e se tornar uma pessoa dependente dos cuidados de outras pessoas, dos familiares ou dos cuidadores formais; ficar à mercê dos cuidados de terceiros.
Esse é sem dúvida alguma o principal medo, o maior deles, quando o assunto é envelhecer: medo de ficar sem autonomia – com a cabeça ruim – e sem independência para tocar a sua vida. Os outros medos entre tantos outros, que também estão presentes nessa fase da vida são: medo de morrer/medo da morte; medo de não ter com quem contar; medo de ficar sozinho/a. O meu medo é o de ficar abandonado. Esses medos acompanham a humanidade, fazem parte da cultura humana.
Eu não sei, eu não posso afirmar, mas, eu acho que a rejeição social, pública e política que nós temos sobre o envelhecimento esteja muito colada a essas ideias negativas e pessimistas sobre a possibilidade de que é impossível viver bem esse período de nossa vida. Envelhecer não é necessariamente adoecer e não é uma sentença a ser cumprida de que fatalmente todos nós vamos depender de alguém para acordar de manhã e dormir à noite, mais à frente dos nossos dias. Acredito que se a gente falar mais sobre a velhice, desde cedo e desde antes, podemos vivê-la como mais tranquilidade e mais serenidade e com menos ansiedade e angústia.
Uma nova sociedade precisa ser construída diante de uma outra realidade brasileira e mundial que estamos vivendo: uma queda acentuada no número de nascimentos no Brasil e no mundo também. De um modo mais prático e direto, podemos dizer que estamos tendo numa escala crescente: menos crianças e mais pessoas idosas. A população não está crescendo, a população está envelhecendo. E de uma maneira muito rápida. Precisamos aceitar a realidade humana em nós de que vamos envelhecer. A não ser que a gente morra antes. Ninguém deseja morrer antes, não, é verdade?
Então, nos preparemos desde já, o quanto antes para o nosso futuro. Que nesse novo ciclo de vida na velhice, possamos ter e criar um período de ricas oportunidades para o crescimento do nosso potencial humano. E que envelhecer possa ser, sim, uma experiência de vida muito interessante, produtiva e feliz. Como já atestam e já comprovaram e principalmente como vivem milhares de pessoas idosas pelo mundo afora e por aqui também perto de casa na nossa cidade. Enquanto esse assunto, esse tema do envelhecimento humano permanecer fora do centro do debate público pouco teremos de mudança cultural no comportamento negativo que circula entre nós. Somente pela educação faremos uma nova sociedade para uma nova velhice. Sem preconceitos e sem discriminações.

Jose Anisio Pitico

Assistente social e gerontólogo. De Porciúncula (RJ) para o mundo. Gosta de ler, escrever e conversar com as pessoas. Tem no trabalho social com as pessoas idosas o seu lugar. Também é colaborador da Rádio CBN Juiz de Fora com a coluna Melhor Idade.
Contato: (32) 98828-6941

Fonte: https://tribunademinas.com.br/colunas/apessoaidosaeacidade/25-05-2025/os-medos-na-velhice.html

ESTUDO PODE EXPLICAR POR QUE MULHERES TÊM MAIS CHANCES DE TER ALZHEIMER

Já é conhecido pela medicina que o Alzheimer atinge mais mulheres do que homens. Na verdade, de acordo com o relatório anual de Alzheimer mais recente ⅔ das pessoas com Alzheimer são mulheres!

De acordo com a Associação Americana de Alzheimer, ser mulher é o segundo maior fator de risco para o surgimento da doença (em primeiro lugar está ter idade avançada).

Apesar de já sabermos que as mulheres têm mais tendência a ter Alzheimer, não sabíamos ao certo a razão disso.

Um estudo, publicado no periódico PLoS One pode ter a explicação para isso!

O estudo mostra que algumas alterações que acontecem no metabolismo durante o período de desenvolvimento da menopausa (chamado climatério), podem estar associadas ao Alzheimer!

Entenda o estudo

O estudo foi realizado pelo grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Cornell em parceria com cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Os cientistas analisaram como os cérebros de 43 mulheres, entre 40 e 60 anos, metabolizavam glicose, que é a principal fonte de energia das células cerebrais.

Dentre o grupo analisado, 15 participantes estavam na fase pré-menopausa, 14 estavam no climatério e outras 14 já se encontravam na menopausa (um ano após a última menstruação).

O resultado? As mulheres que estavam no climatério e pós-menopausa, tiveram níveis mais baixos de glicose no cérebro do que as outras!

Por que isso acontece?

De acordo com o estudo, as participantes com níveis mais baixos de glicose tinham sinais de disfunção mitocondrial. Isso quer dizer que o processamento de energia das células do cérebro diminuiu sua eficiência.

Uma enzima importante no metabolismo das células, chamada citocromo oxidase, também apareceu em menor quantidade.

Além disso, essas mesmas participantes também tiveram resultados baixos em testes de memória.

Estudos semelhantes

Os mesmos pesquisadores desse estudo já haviam apontado em outros trabalhos que a menopausa pode estar associada a um aumento da proteína beta-amiloide no cérebro, que é um dos principais biomarcadores do Alzheimer.

A principal pesquisadora do estudo Lisa Mosconi disse em entrevista ao Medical News Today que é importante que as mulheres consumam bastante alimentos antioxidantes (como a linhaça) e façam atividades físicas regularmente. Essas atitudes podem manter os níveis de estrógeno saudáveis no organismo. Além disso, ela reforça a importância das mulheres terem um acompanhamento médico a partir dos 40 anos, antes do surgimento de qualquer sintoma neurológico ou endócrino.

Aspectos importantes de uma alimentação pode previner o Alzheimer, Alimentos antioxidantes que você pode começar a colocar hoje mesmo no seu cardápio!

Fonte: Alzheimer360

Telemedicina na geriatria e gerontologia – Conceitos Básicos

A pandemia do novo coronavírus modificou uma série de processos diários, nos diferentes aspectos da vida, e quando falamos de atendimento médico não é diferente. A necessidade de isolamento social trouxe ao cotidiano a telemedicina, uma prática que já vinha sendo discutida e que precisou se tornar realidade para garantir a segurança da população, principalmente dos idosos.

“As pesquisas demonstram que o uso da telemedicina para ocorrências clínicas comuns de pouca consequência, como ferimentos leves, cefaleia, entre outros problemas, permite um nível de qualidade de atendimento e resultados semelhantes aos presenciais, quando feitos de forma bem estruturada”, alertam o Prof. Dr. Chao Lung Wen e o Prof. Rubens De Fraga Júnior, autores de artigo sobre o assunto.

Indicada principalmente para aqueles com doenças crônicas, e que o médico já conheça o histórico do paciente, é possível, inclusive, realizar teleatendimento com teleorientação.

Para entender a fundo sobre essa modalidade e sanar as dúvidas comuns, o Prof. Dr. Chao Lung Wen, em parceria com o Prof. Rubens De Fraga Júnior abordam o assunto em três diferentes fascículos. O primeiro artigo trata sobre os conceitos básicos da telemedicina, o segundo sobre aspectos práticos e o terceiro e último discute aspectos jurídicos sobre a modalidade.

Clique aqui e leia na íntegra o primeiro fascículo sobre a telemedicina na geriatria e gerontologia!

Quem cai de maduro é fruta. Gente, não!

Em 2042, a projeção do IBGE é de que a população brasileira atinja 232,5 milhões de habitantes, sendo 57 milhões de idosos. Em 2031, o número de idosos vai superar pela primeira vez o número de crianças e adolescentes, de 0 a 14 anos. Antes de 2050, os idosos já serão um grupo maior do que a parcela da população com idade entre 40 e 59 anos.

Aproximadamente 30% das pessoas com mais de 65 anos de idade caem pelo menos uma vez por ano. Depois dos 80 anos de idade, essa porcentagem pode chegar a 50%. É preciso ficar atento, quedas são um sinal de que algo não está bem na saúde do idoso.

Jose Anisio Pitico, assistente social e gerontólogo com 32 anos de atuação conversa um pouco sobre o assunto neste vídeo, confira:

Dicas importantes para prevenir as quedas na terceira idade

  • Elimine tudo aquilo que possa ser obstáculo ou provocar escorregões dentro de casa, como fios, tapetes e outros objetos.
  • Instale suportes, corrimãos e outros acessórios de segurança no banheiro, na sala, nos corredores e no quarto.
  • Use sapatos com sola antiderrapante; nunca ande só de meias e substitua os chinelos que estão deformados ou frouxos.
  • Instale iluminação ao longo do caminho da casa, principalmente para chegar até o banheiro.
  • Os armários devem ter portas leves e maçanetas grandes para facilitar a abertura, e as roupas mais usadas devem ficar em lugares de fácil acesso.
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Tome os medicamentos sempre no horário correto e informe o médico no caso de algum efeito colateral. (Fonte: Ministério da Saúde)

Referencias: Ministério da Saúde / Canal Pitico Anisio no youtube.

Coronavírus: erros que você não deve cometer com idosos no isolamento

Idosos fazem parte do grupo de risco e devem ficar em casa para se proteger do coronavírus
(Imagem: iStock)

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), toda a população mundial está vulnerável à infecção pelo coronavírus. No entanto, pessoas com mais de 60 anos, sem exceção, estão no grupo de risco da covid-19 e, caso infectadas, têm chance maior de desenvolver complicações que podem levar à morte.

“Isso não tem a ver com o idoso ser saudável ou não, como se alimenta ou se faz exercícios: depois dos 60 anos o sistema imunológico vai ficando gradualmente mais comprometido, por isso pessoas acima dessa idade estão no grupo de risco”, explica a geriatra Maisa Kairalla, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Apesar do risco, muitas famílias ainda encontram dificuldades de manter os idosos em casa para protegê-los. A rotina de quarentena não é nada fácil, especialmente quando o idoso não concorda com o isolamento.

Negociar a rotina com os mais velhos as vezes se torna uma tarefa difícil, e algumas atitudes podem prejudicar o diálogo, veja abaixo algumas delas e confira alguns erros que devem ser evitados.

1. Mentir

Inventar histórias —como dizer que o idoso será preso ou multado se sair na rua — pode parecer uma solução fácil, mas tem consequências psicológicas muito negativas, segundo a psicóloga especialista em gerontologia Valmari Aranha, professora no Centro Universitário São Camilo. “A mentira pode causar perda de confiança: o idoso que é enganado hoje pode duvidar, futuramente, da comunicação de um diagnóstico, por exemplo”, diz. É importante entender que, nesse momento em que somos bombardeados por informações de todos os lados, não expor o idoso a histórias falsas também é uma forma de cuidado.

2. Tratá-lo

Como incapaz “Tirando exceções, como demência, o idoso é um cidadão como qualquer outro, com condições cognitivas para ser informado e decidir sobre o melhor para si. Idoso não é criança. Existem pessoas de todas as idades que são ‘teimosas'”, diz Kairalla. Abordar o isolamento não apenas como uma maneira de proteger a si mesmo, mas também de contribuir para a saúde pública e toda a família, é uma maneira de mostrar que o idoso não está passivo diante da pandemia, que também tem responsabilidade nesse batalha. “O isolamento é uma escolha em prol da vida, da própria, das pessoas queridas e da sociedade. Encarar como uma escolha consciente em vez de obrigação é uma forma de preservar a autonomia”, explica Aranha.

3. Poupá-lo da realidade

Na tentativa de não querer impressionar o idoso ou de evitar que ele fique ansioso com as notícias, muitos tentam ocultar a gravidade da pandemia. No entanto, para a própria segurança da pessoa, é importante que ela saiba os motivos do isolamento e o real risco de morte caso o sistema de saúde não consiga atender todos os casos que precisem de internação. “Devemos desmistificar a ideia de que os idosos são frágeis. Muitos são experientes, já vivenciaram perdas, têm muito mais recursos do que imaginamos para lidar com a realidade”, diz Valmari. Entenda que ser realista não significa ser alarmista. E, mais uma vez, o idoso precisa encontrar coerência entre o que ouve da família e o que vê pela televisão, por exemplo.

4. Repassar notícias que estimulam pânico

É possível falar sobre hábitos de proteção e explicar por que cuidados são necessários nesse momento sem cair no excesso de informação. Por exemplo: revelar que em diversos países as pessoas estão resguardadas em sua casa para não ficarem doentes é uma notícia que pode fazer com que o idoso entenda a gravidade da situação. Você não precisa gerar pânico e comentar sobre os corpos sendo empilhados na Itália para convencê-lo a ficar em casa. Além disso, seja em casa, seja por telefone, é possível conversar sobre outros assuntos além da pandemia. Falar sobre o dia, contar o que está fazendo na quarentena e dividir pensamentos são formas de mostrar proximidade.

5. Sugerir tarefas improdutivas para “ocupar” o idoso

Tentar entreter o idoso com tarefas inúteis para passar o tempo dentro de casa pode contribuir para deixá-lo mais ansioso. “Incentive-o a cuidar de plantas ou realizar tarefas domésticas que realmente são necessárias. Jogos de tabuleiro que estimulam a mente também são alternativas melhores que apenas ver televisão ou fazer tarefas que ele percebe que não adiantam, como dobrar roupas esquecidas no armário”, diz Aranha. Nesse contexto, caso a família esteja dividindo espaço, pode ser a chance de aprender com o idoso a costurar, preparar uma receita de família ou ouvir uma história.

6. Confundir isolamento com abandono “Não poder entrar em contato próximo com os filhos e netos não significa não vê-los ou não conversar com eles. As pessoas podem e devem sempre se falar sempre por telefone e aplicativos e, se possível, até mesmo se verem à distância”, diz Kairalla. Para a geriatra, é importante que o idoso entenda que o distanciamento não significa que será excluído da rotina familiar e social. “O contato com crianças, mesmo sem sintomas, é uma forma importante de transmissão, por isso é realmente importante limitar contatos físicos no momento —e explicar bem o motivo desse afastamento.”

Jogos de tabuleiro estimulam o cérebro e ajudam a passar o tempo no isolamento
(Imagem: iStock)

Fonte: [1] www.uol.com.br/vivabem/noticias

Saúde ocular na terceira idade: saiba quais as doenças mais comuns

Você cuida da saúde dos seus olhos? A pergunta pode parecer estranha, mas o fato é que nem todas as pessoas costumam manter cautelas com a visão no dia a dia. Ou, só buscam por cuidados e tratamento quando enfermidades afetam o local, como conjuntivite, terçol, irritação, vermelhidão, ardência ou outras anomalias acometem os olhos como, miopia e astigmatismo.

A incidência de doenças que afetam os olhos são mais comuns na terceira idade, porque na medida que o corpo envelhece, a visão também  envelhece. Entretanto, é a partir da faixa etária dos 40 anos que as primeiras doenças começam a aparecer. Uma das mais comuns é a presbiopia (vista cansada), originada pela diminuição da força muscular e endurecimento da lente que causa foco para a visão de perto. Esse problema pode ficar ainda pior com o avançar da idade. Diante disso, pode indicar o aparecimento de outras doenças como catarata e glaucoma.

Doenças mais comuns

Glaucoma: é uma doença do nervo óptico. Ela é caracterizada por uma tríade de pressão alta dos olhos com perda de sensibilidade do nervo ótico e perda do campo visual. Ou seja, os olhos fabricam um líquido denominado humor aquoso e este fica na parte posterior do olho. Ele atua aumentando a lubrificação dos olhos. Porém, quando algo causa um bloqueio do fluxo do fluído, a pressão ocular fica elevada e, com isso, causa danos ao nervo óptico, podendo levar à cegueira.

Retinopatia diabética: pessoas que foram detectadas com diabetes a mais de cinco anos devem passar no oftalmologista com certa frequência, pois a doença pode causar algumas alterações nos vasos sanguíneos da visão.

Degeneração macular relacionada à idade (DMRI): é caracterizada pelo surgimento de pequenas manchinhas no fundo do olho denominadas de drusas. Essa doença é a maior causadora de cegueira em idosos ao redor do mundo.

Catarata: é uma lesão ocular que afeta e torna opaco o cristalino, lente situada atrás da íris que permite que os raios de luz atravessem e alcancem a retina para formar a imagem. Essa doença é caracterizada pela dificuldade para enxergar com nitidez e, dependendo da evolução do quadro, o idoso pode começar a enxergar apenas vultos.

Dicas para cuidar da saúde ocular:

– Evite comprar óculos de grau em lojas não especializadas e, claro, sem a recomendação do médico;

– Se usar lentes de contato, nunca higienize com água da torneira, pois as impurezas da água contaminam as lentes e podem causar infecções sérias na córnea. O ideal é usar água filtrada;

– Evite passar as mãos sujas nos olhos;

– Jamais durma com lentes de contato porque elas impedem a respiração da córnea;

– Não mergulhe com os olhos abertos na piscina ou no mar deixa, pois os olhos ficam expostos à uma série de bactérias, que podem causar infecções;

– Faça consultas regulares ao oftalmologista.

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Em 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos

Estudo do IBGE aponta também que população brasileira deve chegar a 233,2 milhões em 2047, mas depois começará a cair

A população do Brasil vai continuar em crescimento até atingir 233,2 milhões de pessoas em 2047. A partir deste ano, entrará em declínio gradual chegando a 228,3 milhões em 2060. A expectativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), faz parte da Revisão 2018 da Projeção de População, que estima demograficamente os padrões de crescimento da população do país ano a ano, por sexo e idade para os próximos 42 anos.

Antes de 2048, 12 estados (Piauí, Bahia, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Paraná e Rio Grande do Norte) deverão ter redução na sua população. Segundo o IBGE, a principal característica dessas unidades da federação é o saldo migratório negativo. No limite da projeção em 2060, oito estados (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre) não terão queda nas suas populações. O IBGE explicou que eles apresentam saltos migratórios positivos e/ou têm taxas de fecundidade total mais elevadas.

Fecundidade

O órgão acrescentou que o crescimento populacional é determinado pela combinação do perfil migratório, incluindo áreas de expulsão ou atração de pessoas; com taxas de fecundidade de uma unidade da federação. Os estados do Piauí e da Bahia apresentam quedas importantes de fecundidade nos últimos anos e, segundo o instituto, perdem população para outros estados do país. Apesar de não registrar altas quedas de fecundidade, atualmente, a situação já foi diferente para o Rio Grande do Sul, que é também um estado “emissor”. Na definição do IBGE, as três unidades da federação devem ser os primeiros a apresentar redução de população.

A taxa de fecundidade total para 2018 é 1,77 filho por mulher. Quando chegar a 2060, o número médio de filhos por mulher poderá cair para 1,66. Os estados de Roraima com 1,95; o Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com 1,80, são os que deverão ter as maiores taxas de fecundidade. As menores poderão ser no Distrito Federal com 1,50; e em Goiás, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, esses com 1,55. A idade média de 27,2 anos em que as mulheres têm filhos em 2018, aumentará para 28,8 anos, em 2060.

Idade

A média de idade da população brasileira é 32,6 anos em 2018. Os estados da Região Norte, Alagoas e Maranhão têm a média em 30 anos. A explicação é que têm taxas de fecundidade total mais elevadas e se situam mais tardiamente na transição da fecundidade. O Acre tem a menor média (24,9 anos). Ao contrário, os estados das Regiões Sul e Sudeste registram média acima da projetada para o Brasil. O mais envelhecido é o Rio Grande do Sul com 35,9 anos. Para o IBGE, o avanço na idade populacional pode ser medido também com a comparação das pessoas com 65 anos ou mais e os menores de 15 anos, por meio do índice de envelhecimento da população.

Conforme o estudo, em 2060, um quarto da população (25,5%) terá mais de 65 anos. No total, para cada 100 pessoas com idade de trabalhar, que é a faixa compreendida entre 15 e 64 anos, o país teria 67,2 indivíduos acima desta idade ou abaixo de 15 anos. No nível do Brasil, o índice em 2018, indica que o país tem 43,2 crianças de até 14 anos para cada 100 idosos com 65 anos ou mais. Em 2039, a projeção aponta que o indicador vai passar de 100, o que representará mais pessoas idosas que crianças. O estudo mostra que, em 2029, o Rio Grande do Sul deverá ser o primeiro a ter uma proporção maior de idosos do que de crianças de até 14 anos. Mas em 2033, o Rio de Janeiro e Minas Gerais deverão ter relação semelhante. Com comportamento diferente, o Amazonas e a Roraima vão continuar com mais crianças e idosos até o limite da projeção em 2060.

Dependência

O IBGE estimou também que a razão de dependência da população brasileira em 2018 é 44%. Isso significa que 44 pessoas com idades menores de 15 anos e maiores de 64 dependiam de cada 100 indivíduos em idade de trabalhar. A proporção deve subir para 67, 2% em 2060. O instituto chamou atenção que em 2010, a razão de dependência era 47,1% e atingiu o menor patamar em 2017, quando registrou 44%. Até 2028 a expectativa é crescer alcançando 47,4%, o mesmo do que foi anotado em 2010.

Estudo

A projeção detalha a dinâmica de crescimento da população brasileira, acompanhando suas principais variáveis: fecundidade, mortalidade e migrações. Além de projetar o número de habitantes do Brasil e das 27 unidades da federação no período entre 2010 e 2060. O estudo é uma parceria do IBGE com órgãos de planejamento de quase todos os estados brasileiros e segue as recomendações da Divisão de População das Nações Unidas.

Fonte: Tribuna de Minas / Noticias / Brasil e o Mundo

Qual o papel de uma alimentação adequada e saudável durante a pandemia de COVID?

A escolha correta dos alimentos pode contribuir para a manutenção e recuperação da sua saúde

A função dos alimentos vai muito além de simplesmente nos manter saciados. Uma alimentação adequada e saudável garante uma boa nutrição e o funcionamento adequado de todo o corpo. Portanto, ela influencia, e muito, na saúde. 

Alimentos in natura, como frutas, legumes, verduras, grãos diversos, oleaginosas, tubérculos, raízes, carnes e ovos, são saudáveis e excelentes fontes de fibras, de vitaminas, minerais e de vários compostos que são essenciais para a manutenção da saúde e a prevenção de muitas doenças. Inclusive aquelas que aumentam o risco de complicações do Coronavírus, como diabetes, hipertensão e obesidade.

Com isso, o cenário atual demanda um cuidado redobrado não só com a higiene, mas também com a alimentação. Uma vez que estar com as condições nutricionais em dia, por meio do consumo adequado de alimentos saudáveis e água potável, contribui para o fortalecimento do sistema imunológico, para a manutenção e a recuperação da saúde.

Por que não ultraprocessados?

Mais uma vez, os ultraprocessados não são uma opção para a saúde. Ao enfrentar uma pandemia, você precisa estar com as defesas do seu organismo em dia e nisso esses alimentos não podem ajudar. Uma dica de ouro é evitar comprá-los e deixá-los fora do alcance das mãos. Se não tiver em casa, você não irá consumi-los.

Uma dieta baseada em ultraprocessados, ou seja, rica em calorias, sal, açúcar, aditivos químicos, corantes, conservantes e gorduras, aumenta o risco de deficiência nutricional, além de estar associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e outras doenças crônicas, que podem agravar o quadro dos pacientes com Coronavírus.

A recomendação, então, é investir na aquisição de alimentos in natura e minimamente processados, que podem e devem ser usados como base das preparações culinárias caseiras.

Indo às compras

A etapa anterior começa aqui, nas compras. Antes de sair de casa e encarar o contato com outras pessoas, é importante planejar o que será comprado. Assim, você garante a disponibilidade dos alimentos e evita sair de casa com muita frequência. Mas lembre-se: nada de comprar além do necessário. Faça uma compra responsável e dê a chance para outras pessoas comprarem também.

Para ajudar na organização e planejamento, a dica é se fazer as seguintes perguntas: quais alimentos tenho em casa? Com os alimentos que tenho em casa, quais refeições consigo preparar? Quais alimentos preciso comprar para as refeições que ainda irei fazer nos próximos dias? 

Priorizar alimentos da estação também é uma dica para garantir melhores preços, maior frescor e disponibilidade. Procure também fazer compras em mercados com produção local, diretamente dos agricultores ou em outros locais que comercializam variedades de alimentos in natura ou minimamente processados.

Cuidados para se proteger do COVID-19 

Não abra mão da distância mínima de 2 metros entre você e as outras pessoas nos estabelecimentos comerciais, além do uso de máscara. Lave bem as mãos após as compras e faça uso do álcool em gel depois de manusear os produtos comprados, objetos e equipamentos. Se possível, aproveite que os serviços de entrega estão em alta e compre frutas, verduras e legumes sem sair de casa.

Para quem é do grupo de risco, o recomendado é que alguém próximo ou membro da família faça esse trabalho de ir às compras, mantendo todos os cuidados de higiene ao retornar ou entregar as compras. Se não for possível contar com essa ajuda extra, quem está no grupo de risco deve preferir os horários com menor aglomeração de pessoas.

Uma outra maneira de evitar o desperdício e as idas desnecessárias ao mercado é cuidando do armazenamento dos alimentos. Hortaliças e preparações caseiras têm maior durabilidade quando refrigeradas ou congeladas. A medida ainda garante mais praticidade no seu dia a dia. Mas antes de tudo, faça uma higienização adequada de todos eles, inclusive dos que vêm em embalagens.

Os legumes e hortaliças duram mais tempo se for utilizada a técnica de branqueamento. Para isso, após a higienização, mergulhe-os em água fervente por 2 a 3 minutos e logo em seguida coloque-os em um recipiente com gelo. Depois congele.

Não se esqueça de beber água!

A ingestão de água é importante para a hidratação. Assim, é fundamental sua ingestão frequente e regular. Não vale substituir por refrescos, refrigerantes, bebidas lácteas e bebidas açucaradas de forma geral. É água mesmo! Fique atento aos primeiros sinais de sede e satisfaça imediatamente a necessidade do seu organismo.

Cuidado redobrado com a alimentação dos idosos

Dentre os que compõem o grupo de risco, os idosos são os principais. Assim como as medidas de isolamento que evitam a infecção, é fundamental redobrar os cuidados com a alimentação deles, que deve ser saudável e adequada. Um pior estado nutricional pode deixar o organismo vulnerável e aumentar ainda mais o risco de complicações, caso haja infecção pela COVID-19.

Continue compartilhando as refeições, mas com cautela!

É evidente a importância de se sentar à mesa na hora das refeições e, quando possível, de compartilhar esse momento com outras pessoas. Mas o período de pandemia não precisa representar o fim desse hábito. Continue realizando as refeições com as pessoas que moram com você, só não compartilhe utensílios como copos, pratos, talheres, xícaras.

Aproveite para envolver toda a família, que mora na mesma casa, nas atividades de planejar as refeições, preparar, servir os alimentos e cuidar da limpeza dos utensílios. Para incrementar esse momento de convívio e deixar as refeições ainda mais saudáveis, que tal convocar a família para a criação de uma horta, mesmo que pequena? Essa é uma maneira de obter, a baixo custo, uma quantidade razoável de alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras, muito saborosos.

Fonte: SaúdeBrasil.gov

Brasil tem 7,7 milhões de trabalhadores idosos, no grupo de risco para coronavírus

Trabalhadores idosos mudam hábitos e buscam mais proteção em meio à pandemia.

No momento em que a quarentena começar a ser flexibilizada, o Brasil terá um ponto delicado a endereçar: o país tem 7,7 milhões de trabalhadores ocupados com mais de 60 anos, ou seja, que estão no grupo de risco para o novo coronavírus.

O cenário é bastante difícil para essa faixa da população porque 4,7 milhões de idosos atuam no setor de serviços, portanto, em atividades como o comércio, de difícil distanciamento social. Os números foram compilados pela consultoria IDados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) trimestral do IBGE.

“O setor de serviços tem naturalmente uma demanda maior por idosos, e, por outro lado, esse grupo de trabalhadores se adequa muito bem a essas atividades”, afirma o pesquisador do IDados, Bruno Ottoni.

Depois do setor de serviços, a presença dos trabalhadores com mais de 60 anos é maior na agropecuária e na indústria de transformação.

Setores com mais idosos — Foto: Economia G1

Para conter a propagação do coronavírus, estados e municípios seguiram a recomendação dos principais organismos mundiais de saúde e impuseram a quarentena, mantendo apenas as atividades consideradas essenciais funcionando.

Nos últimos anos, houve um crescimento da presença de idosos no mercado de trabalho, acompanhando o envelhecimento do país – no primeiro trimestre de 2012, eram 5,5 milhões de ocupados. Mas ocorreu também uma entrada forçada das pessoas mais velhas desde a última recessão, encerrada em 2016.

Com o aumento do desemprego provocado pela última crise econômica, muitos lares perderam renda, o que obrigou jovens a anteciparem a entrada no mercado de trabalho e, na outra ponta, forçou idosos a um reingresso. Não por acaso, dos trabalhadores com mais de 60 anos ocupados, 5,1 milhões são chefes de família.

Emprego entre os mais velhos — Foto: Economia G1

“Durante a crise, as famílias perderam renda e começaram a depender mais dos idosos”, diz o economista da consultoria LCA e especialista em mercado de trabalho, Cosmo Donato. “Às vezes, a aposentadoria do idoso não dava conta de bancar a família inteira e ele se via obrigado a ajudar em casa.”

Mesmo com mais idosos no mercado de trabalho, a taxa de desemprego entre quem tem 60 anos ou mais é sempre mais baixa do que a da média da população – no ano passado, foi de apenas 4,2%. A explicação é que a busca por emprego pelos mais velhos é bastante inconstante – depende do comportamento da renda familiar. As vagas também acabam se concentrando no setor informal. São 4,4 milhões nessa condição.

“Em geral, esse grupo já tem uma renda de aposentadoria, o que acaba gerando um incentivo para a informalidade, porque um dos grandes custos para o empregador se dá com o pagamento da contribuição de aposentadoria para o trabalhador”, afirma Ottoni.

Novos hábitos e mais proteção

A chegada do novo coronavírus tem levado os trabalhadores mais velhos a se adequarem para manter alguma renda durante a pandemia.

Desde maio do ano passado, Eduardo Mendes Pinto, de 61 anos, passou a trabalhar como motorista de aplicativo de transporte. Com o avanço da doença em São Paulo, redobrou o cuidado com a sua proteção: só leva duas pessoas por viagem e todas têm de usar máscaras. Os vidros do carro também permanecem abertos.

Sem aposentadoria, a renda mensal do Eduardo depende integralmente do transporte de passageiros. Por dia, diz que o ideal é ter um faturamento de R$ 250, mas a crise tem derrubado os seus ganhos.

“A minha receita caiu absurdamente. Eu preciso fazer R$ 250 reais por dia, mas hoje (terça) eu fiz R$ 40. A receita está minguada, caiu entre 70% a 90% nesse mercado de motorista de aplicativo porque não tem ninguém na rua”, diz ele.

Em Campina Grande, na Paraíba, Wellington Barbosa do Nascimento, de 61 anos, também teve de mudar a sua rotina. Sua banca de produtos laticínios regionais no centro da cidade foi fechada há 70 dias por causa da quarentena. As vendas passaram a ser realizadas pelo serviço de delivery.

“O meu faturamento caiu muito. Mas agora está reagindo. Hoje, ele é apenas 40% do que eu conseguia antes. Mas está bom demais, aos poucos está crescendo”, diz.

Wellington Barbosa do Nascimento, de 61 anos, fechou a banca de laticínios em Campina Grande — Foto: Divulgação

Quando a quarentena acabar e a reabertura da banca for autorizada pela prefeitura, Wellington vai adaptar o seu espaço físico de venda. Ele já planeja colocar um painel de acrílico na banca para evitar um contato próximo com os seus clientes.

“Mesmo quando tudo isso passar, eu imagino continuar com a venda por delivery. É um cliente diferente daquele do meu dia a dia. Vou ficar com os dois porque eles se somam.”

Cenário de dificuldade

Com a crise provocada pelo coronavírus e a piora esperada para o mercado de trabalho, os idosos deverão encontrar mais dificuldades, acreditam os analistas.

Já é possível mensurar parte do impacto da crise no emprego dos brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação subiu para 12,2% no primeiro trimestre, chegando a 12,9 milhões de pessoas.

  • Taxa de desemprego média deve subir para 17,8% neste ano, projeta FGV

“Enquanto a gente não tiver uma vacina ou tratamento, eu acredito que é uma faixa etária (dos idosos) que tende a perder emprego e ter dificuldade para se reinserir depois”, afirma Donato, da LCA. “Os idosos estão em funções sujeitas a corte de emprego nesta pandemia porque houve uma restrição de circulação de pessoas, e ainda tem o fator de os mais velhos estarem no grupo de risco.”

Nos próximos anos, deve haver uma pressão adicional para os trabalhadores mais velhos com as novas regras de aposentadoria que vão fazer com os brasileiros prolonguem a permanência no mercado de trabalho.

“Com as mudanças na regra da aposentadoria, mais idosos podem entrar na estatística de desemprego porque vão ficar mais tempo no mercado”, diz Ottoni.

Fonte: Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1 – 08/05/2020 06h01 

Veja como evitar acidentes domésticos durante a quarentena

Idosos são as principais vítimas de quedas dentro de casa, mas alguns cuidados ajudam a reduzir os riscos.

Quanto mais tempo em casa, maiores as chances de sofrer um acidente doméstico. A equação é simples. De acordo com dados Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia,  75% das ocorrências das quedas ocorrem dentro de casa e 50% dos idosos caem pelo menos uma vez ao ano.

Banheiro e cozinha são os ambientes mais perigosos para os acidentes, que são potencialmente mais perigosos para idosos e crianças. “Para os idosos o problema fica ainda mais grave já que eles têm a musculatura mais rígida e fraca e eles possuem mais desequilíbrio”, explica Cadu Ramos, fisioterapeuta especialista em traumatologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Confira algumas dicas para minimizar os riscos.

Ao se levantar da cama – durante a noite ou pela manhã
É importante evitar usar chinelos ou só meias. Antes de se levantar, vale sentar na cama primeiro, ascender uma luz que deve ficar logo ao alcance das mãos, com algum interruptor na cabeceira da cama ou um abajur.

Livre o caminho
As cadeiras, tapetes, calçados e fios não devem estar no caminho da cama até a porta do quatro, por exemplo, e nem nos corredores de acesso da casa. Tomadas e quinas devem estar sempre protegidas das crianças.

Cuidado com as subidas
Seja para subir um pequeno degrau ou usar algo para alcançar algum objeto, a tenção precisa ser redobrada nessas horas. É essencial prestar a atenção e olhar cada degrau antes de pisar e nunca se distrair com outra coisa enquanto sobe ou desce uma escada. No mais, os objetos devem estar sempre à mão e ao alcance, para subidas maiores – como trocar uma simples lâmpada, vale chamar sempre um especialista.

Sapatos
Aqueles modelos em que o pé fica bem encaixado e com sola antiderrapante são os mais ideais para usar dentro de casa, sempre.

Grande parte dos acidentes com idosos, é possível evitá-los com as medidas certas. Assim, há máxima segurança e proteção às pessoas da terceira idade.

Juiz de Fora, 20 de abril de 2020.